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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A genética e o espírito

Nessa semana, uma notícia veiculada por agências de internacionais em vários sites me chamou a atenção para uma velha questão.

O título era mais ou menos o seguinte: "Cientistas acreditam ter descoberto o gene da generosidade".

Para ver uma das versões completas da matéria, clique aqui. Mas faço a seguir um breve resumo, para depois tecer não menos breve consideração sobre como pode ser a relação entre os genes e o espírito.

O caso é simples: na experiência científica, pesquisadores deram pequena quantidade de dinheiro para cada voluntário, que tinha a opção de doar parte do montante. Depois, analisando os resultados, os cientistas perceberam que os portadores desse tal gene doaram o dobro das demais pessoas.

Bom, se essa experiência foi bem fundamentada e se encontraram o gene certo, eu não faço ideia. Mas também isso não é o que me chama a atenção e pretendo discutir.

O caso é que sempre surgem notícias de pesquisadores relacionando determinadas características, comportamentos ou tendências das pessoas, como essa da generosidade, à presença de certos genes.

Daí, pergunto: e como fica o espírito, nessa história? Afinal, somos determinados pelos fatores biológicos? E o livre arbítrio?

Ao meu ver, a possível resposta a essa indagação é até simples, pelo que vale expressá-la.

Ora, sem dúvida temos genes que nos determinam certas características, nos indicam as tendências. Mas o que determinou esses genes, antes que eles existissem em nós? O acaso? Não!

Foi o nosso próprio espírito!

Quer dizer, quando são juntados o gameta masculino e o feminino numa fecundação, estão disponíveis milhares e milhares (quem sabe milhões) de combinações genéticas, a despeito de serem aquele pai e aquela mãe. Como são escolhidas as combinações? A lógica da nossa própria concepção sobre "que é Deus" indica que aleatoriamente é que não pode ser.

Isso abre espaço para vermos na influência do espírito no seu próprio processo de reencarnação (consciente ou não) o indicativo desses "dados" genéticos. Ou seja, são as próprias experiências e necessidades do espírito reencarnante que "atraem", por assim dizer, a formação biológica mais proveitosa para aquela vivência que se inicia e, assim, é constituído aquele novo corpo.

Afinal, o corpo humano é instrumento da evolução do espírito e poderá proporcionar, na condição de veículo do mundo físico, um sem número de condições norteadoras das vivências.

Da pra imaginarmos um sem número de razões pata que nossas características sejam exatamente como são. Mas o mais importante é frisarmos que o nosso corpo é constituído e se mantém a serviço da individualidade, e não o contrário.

Afinal, o espírito é pré-existente ao corpo e seria ilógico que fosse por este determinado.