segunda-feira, 5 de julho de 2021
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Músicas -- Livro Imortal
No link a seguir é possível baixar as músicas do CD Livro Imortal em MP3:
https://drive.google.com/open?id=1EuYvMB0oBoDgv4BeX2IhvRA97o7It_Jw
Esteja à vontade para ouvir, baixar num pen drive ou fazer um CD. Qualquer utilização não destinada a um propósito comercial está desde logo autorizada.
https://drive.google.com/open?id=1EuYvMB0oBoDgv4BeX2IhvRA97o7It_Jw
Esteja à vontade para ouvir, baixar num pen drive ou fazer um CD. Qualquer utilização não destinada a um propósito comercial está desde logo autorizada.
quinta-feira, 19 de abril de 2018
Dia nacional do Espiritismo? Notícia falsa!
Olá, caros amigos!
De tempos em tempos - e isso parece estar ficando mais forte a cada nova onda - circula uma suposta notícia de que teria sido aprovado o "Dia Nacional do Espiritismo". A informação costuma aparecer assim:
"No próximo 18 de abril os espíritas de todo o Brasil comemoram o Dia Nacional do Espiritismo, data instituída através de um projeto da deputada federal Gorete Pereira (PL/CE), de número 291/2007, em homenagem ao lançamento do Livro do Espírita, de Alan Kardec, em 18 de abril de 1857."
Dezenas de sites - inclusive alguns renomados - postaram essa informação, o que faz com que hoje o próprio Google direcione qualquer pesquisa sobre o tema para esses sites. A aparência de verdade fica, assim, bem delineada.
A notícia, no entanto, é falsa.
Em primeiro lugar, notemos que um projeto de lei não pode instituir nada. Deveria haver uma lei aprovada, devidamente aprovada no órgão do Poder Legislativo, sancionada pelo Poder Executivo, dotada de número de lei e data de publicação para que pudéssemos consultar sua vigência. Mas há apenas a indicação de um projeto de lei sobre o tema.
Pesquisando a tramitação do referido projeto de lei na Câmara dos Deputados, verificamos que a aludida tramitação foi encerrada com a remessa do projeto para o Senado no dia 27/03/2008: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=343446
Já no Senado, o feito tramitou até 2015, mas não chegou a ser aprovado, ocorrendo, na verdade, seu arquivamento: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/84386
Observe que no processo legislativo o arquivamento equivale ao encerramento de uma tramitação sem que a proposta tenha sido transformada em lei.
Melhor entendidos os fatos, que em primeiro lugar nos ajudam a esclarecer que não foram encontradas fontes verdadeiras sobre a suposta criação desse "Dia Nacional do Espiritismo, notemos que a questão pode ensejar interessantes reflexões.
A primeira é mais simplória e tem a ver com o compartilhamento de informações não confirmadas, parciais ou ultrapassadas, tão em voga atualmente. Mesmo as pessoas que tomam cuidados podem acabar se enredando no risco de repassar informações inverídicas, o que certamente traz alguns problema.
Mas a outra reflexão que reputo relevante é saber se devemos mesmo dar importância ao reconhecimento das coisas do Espiritismo pelos governos, por leis, por autoridades, pela sociedade como um todo.
Imagino se ao tempo de Jesus algum Senador propusesse alguma menção honrosa a Jesus ou à Boa Nova.
Jesus não daria bola pra esse tipo de coisa.
De tempos em tempos - e isso parece estar ficando mais forte a cada nova onda - circula uma suposta notícia de que teria sido aprovado o "Dia Nacional do Espiritismo". A informação costuma aparecer assim:
"No próximo 18 de abril os espíritas de todo o Brasil comemoram o Dia Nacional do Espiritismo, data instituída através de um projeto da deputada federal Gorete Pereira (PL/CE), de número 291/2007, em homenagem ao lançamento do Livro do Espírita, de Alan Kardec, em 18 de abril de 1857."
Dezenas de sites - inclusive alguns renomados - postaram essa informação, o que faz com que hoje o próprio Google direcione qualquer pesquisa sobre o tema para esses sites. A aparência de verdade fica, assim, bem delineada.
A notícia, no entanto, é falsa.
Em primeiro lugar, notemos que um projeto de lei não pode instituir nada. Deveria haver uma lei aprovada, devidamente aprovada no órgão do Poder Legislativo, sancionada pelo Poder Executivo, dotada de número de lei e data de publicação para que pudéssemos consultar sua vigência. Mas há apenas a indicação de um projeto de lei sobre o tema.
Pesquisando a tramitação do referido projeto de lei na Câmara dos Deputados, verificamos que a aludida tramitação foi encerrada com a remessa do projeto para o Senado no dia 27/03/2008: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=343446
Já no Senado, o feito tramitou até 2015, mas não chegou a ser aprovado, ocorrendo, na verdade, seu arquivamento: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/84386
Observe que no processo legislativo o arquivamento equivale ao encerramento de uma tramitação sem que a proposta tenha sido transformada em lei.
Melhor entendidos os fatos, que em primeiro lugar nos ajudam a esclarecer que não foram encontradas fontes verdadeiras sobre a suposta criação desse "Dia Nacional do Espiritismo, notemos que a questão pode ensejar interessantes reflexões.
A primeira é mais simplória e tem a ver com o compartilhamento de informações não confirmadas, parciais ou ultrapassadas, tão em voga atualmente. Mesmo as pessoas que tomam cuidados podem acabar se enredando no risco de repassar informações inverídicas, o que certamente traz alguns problema.
Mas a outra reflexão que reputo relevante é saber se devemos mesmo dar importância ao reconhecimento das coisas do Espiritismo pelos governos, por leis, por autoridades, pela sociedade como um todo.
Imagino se ao tempo de Jesus algum Senador propusesse alguma menção honrosa a Jesus ou à Boa Nova.
Jesus não daria bola pra esse tipo de coisa.
domingo, 27 de novembro de 2016
sábado, 12 de março de 2016
"A revolução é sempre o engano trágico daqueles que desejam arrebatar a outrem o cetro do governo".
"A revolução é sempre o engano trágico daqueles que desejam arrebatar a outrem o cetro do governo. Quando cada servidor entende o dever que lhe cabe no plano da vida, não há disposição para a indisciplina, nem tempo para a insubmissão".
Jesus, conforme relatado no livro "Jesus no lar", lição 13, autoria de Neio Lúcio, psicografia de Chico Xavier.
Antes de chegar a essa conclusão, Jesus contou uma história que pode ser resumida nos seguintes excertos:
"Um rei antigo era considerado cruel pelo povo de sua pátria, a tal ponto que o principal dos profetas do reino foi convidado a chefiar uma rebelião de grande alcance, que o arrancasse do Trono.
Foi assim que o condutor de boa-fé se inflamou, igualmente, e aceitou a ideia de uma revolução por único remédio natural (...). Na véspera do cometimento, contudo, como possuía segura confiança em Deus, subiu ao topo dum monte e rogou a assistência divina com tamanho fervor que um Anjo das Alturas lhe foi enviado para confabulação de espírito a espírito.
A frente do emissário sublime, o profeta acusou o soberano, asseverando quanto sabia de oitiva e suplicando aprovação celeste ao plano de revolta renovadora.
O mensageiro anotou-lhe a sinceridade, escutou-o com paciência e esclareceu: — «Em nome do Supremo Senhor, o projeto ficará aprovado, com uma condição. Conviverás com o rei, durante cem dias consecutivos, em seu próprio palácio, na posição de servo humilde e fiel, e, findo esse tempo, se a tua consciência perseverar no mesmo propósito, então lhe destruirás o trono, com o nosso apoio».
O chefe honesto aceitou a proposta e cumpriu a determinação.
Simples e sincero, dirigiu-se à casa real, onde sempre havia acesso aos trabalhos de limpeza e situou-se na função de apagado servidor; no entanto, tão logo se colocou a serviço do monarca, reparou que ele nunca dispunha de tempo para as menores obrigações alusivas ao gosto de viver. Levantava-se rodeado de conselheiros e ministros impertinentes, era atormentado por centenas de reclamações de hora em hora.
O orientador da massa popular reconheceu que o imperante mais se assemelhava a um escravo, duramente condenado a servir sem repouso, em plena solidão espiritual, porquanto o rei não gozava nem mesmo a facilidade de cultivar a comunhão com Deus, por intermédio da prece comum.
Findo o prazo estabelecido, o profeta, radicalmente transformado, regressou ao monte para atender ao compromisso assumido, e, notando que o Anjo lhe aparecia, no curso das orações, implorou-lhe misericórdia para o rei, de quem ele agora se compadecia sinceramente. Em seguida, congregou o povo e notificou a todos os companheiros de ideal que o soberano era, talvez, o homem mais torturado em todo o reino e que, ao invés da suspirada insubmissão, competia-lhes, a cada um, maior entendimento e mais trabalho construtivo, no lugar que lhes era próprio dentro do país, a fim de que o monarca, de si mesmo tão escravizado e tão desditoso, pudesse cumprir sem desastres a elevada missão de que fora investido.
E, assim, a rebeldia foi convertida em compreensão e serviço.
Judas, desapontado, parecia ensaiar alguma ponderação irreverente, mas o Mestre Divino antecipou-se a ele, falando, incisivo: (...)".
E foi para acalmar o desapontamento de Judas que Jesus explicou a conclusão que está posta lá no alto dessa postagem: "A revolução é sempre o engano trágico daqueles que desejam arrebatar a outrem o cetro do governo. Quando cada servidor entende o dever que lhe cabe no plano da vida, não há disposição para a indisciplina, nem tempo para a insubmissão".
Jesus, conforme relatado no livro "Jesus no lar", lição 13, autoria de Neio Lúcio, psicografia de Chico Xavier.
Antes de chegar a essa conclusão, Jesus contou uma história que pode ser resumida nos seguintes excertos:
"Um rei antigo era considerado cruel pelo povo de sua pátria, a tal ponto que o principal dos profetas do reino foi convidado a chefiar uma rebelião de grande alcance, que o arrancasse do Trono.
Foi assim que o condutor de boa-fé se inflamou, igualmente, e aceitou a ideia de uma revolução por único remédio natural (...). Na véspera do cometimento, contudo, como possuía segura confiança em Deus, subiu ao topo dum monte e rogou a assistência divina com tamanho fervor que um Anjo das Alturas lhe foi enviado para confabulação de espírito a espírito.
A frente do emissário sublime, o profeta acusou o soberano, asseverando quanto sabia de oitiva e suplicando aprovação celeste ao plano de revolta renovadora.
O mensageiro anotou-lhe a sinceridade, escutou-o com paciência e esclareceu: — «Em nome do Supremo Senhor, o projeto ficará aprovado, com uma condição. Conviverás com o rei, durante cem dias consecutivos, em seu próprio palácio, na posição de servo humilde e fiel, e, findo esse tempo, se a tua consciência perseverar no mesmo propósito, então lhe destruirás o trono, com o nosso apoio».
O chefe honesto aceitou a proposta e cumpriu a determinação.
Simples e sincero, dirigiu-se à casa real, onde sempre havia acesso aos trabalhos de limpeza e situou-se na função de apagado servidor; no entanto, tão logo se colocou a serviço do monarca, reparou que ele nunca dispunha de tempo para as menores obrigações alusivas ao gosto de viver. Levantava-se rodeado de conselheiros e ministros impertinentes, era atormentado por centenas de reclamações de hora em hora.
O orientador da massa popular reconheceu que o imperante mais se assemelhava a um escravo, duramente condenado a servir sem repouso, em plena solidão espiritual, porquanto o rei não gozava nem mesmo a facilidade de cultivar a comunhão com Deus, por intermédio da prece comum.
Findo o prazo estabelecido, o profeta, radicalmente transformado, regressou ao monte para atender ao compromisso assumido, e, notando que o Anjo lhe aparecia, no curso das orações, implorou-lhe misericórdia para o rei, de quem ele agora se compadecia sinceramente. Em seguida, congregou o povo e notificou a todos os companheiros de ideal que o soberano era, talvez, o homem mais torturado em todo o reino e que, ao invés da suspirada insubmissão, competia-lhes, a cada um, maior entendimento e mais trabalho construtivo, no lugar que lhes era próprio dentro do país, a fim de que o monarca, de si mesmo tão escravizado e tão desditoso, pudesse cumprir sem desastres a elevada missão de que fora investido.
E, assim, a rebeldia foi convertida em compreensão e serviço.
Judas, desapontado, parecia ensaiar alguma ponderação irreverente, mas o Mestre Divino antecipou-se a ele, falando, incisivo: (...)".
E foi para acalmar o desapontamento de Judas que Jesus explicou a conclusão que está posta lá no alto dessa postagem: "A revolução é sempre o engano trágico daqueles que desejam arrebatar a outrem o cetro do governo. Quando cada servidor entende o dever que lhe cabe no plano da vida, não há disposição para a indisciplina, nem tempo para a insubmissão".
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Fazendo música: o que diz um super especialista
Amigos,
Houve no facebook vários comentários relativos à minha última postagem, intitulada "Que roupa sua música veste".
Um deles, porém, ajuntou muitas ideias, reflexões e observações importantes demais e, além disso, foi produzido por quem tem um histórico muito relevante na produção de trabalhos no nosso meio: o nosso amigo Luiz Enrique.
Só pra dar uma ideia, que eu me lembre aqui, de cabeça, ele produziu os CDs da COMEBH (e a parte de áudio do DVD), DVD e CD ao vivo de Tim e Vanessa, Verbos de Versos, Meu Cantar, Músicas dos Seminários Lítero-Musicais do Portal Ser, o CD da Cacau, o trabalho do Coração Palpita, o CD Viajante do Universo, o CD do Hércules Mota e outros, muitos outros trabalhos.
Por isso, achei por bem transformar os comentários dele em uma postagem autônoma, para que fique disponível aqui para quantos se interessarem pelo tema, hoje ou no futuro.
Luiz, obrigado pela dedicação nas suas considerações. Sei que elas ajudarão muita gente que está buscando um norte nesse tema.
A seguir, então, dicas de um super especialista sobre a produção da nossa música.
--------------------------
Amigo Denis,
Gostaria de somar às suas palavras, algumas de um passageiro da Nave Viajante, e de uma pessoa que um decidiu abraçar o ofício de músico há + - 25 anos atrás, e venho observando como as coisas acontecem (ou nem sempre acontecem).
Algumas dicas:
- REALIZAR UMA PRÉ- PRODUÇÃO, que consiste em fazer anotações, ensaios e uma gravação básica, (seja no próprio computador em multipista ou até mesmo no celular), experimentando o arranjo, a estrutura, a tonalidade, as vozes, e gerar um “CD piloto”, para ouvir, mostrar para algumas pessoas, e ter uma confirmação de que se está no rumo certo.
O CD viajante do universo por exemplo, teve uma pré-produção do próprio Dênis, com violão e vozes, que ele me passou para iniciar o trabalho de arranjo, e depois uma minha, com ensaios gravados com um baterista e um baixista em algumas faixas, e experimentações no estúdio. Algumas faixas que consideramos que a parte da voz e violão do Dênis, já estavam bem definidas, ele já tocava daquele mesmo jeito há bastante tempo, gravamos a parte dele com click no meu estúdio e ficaram valendo na versão final. Outras foram regravadas depois do arranjo definido.
- ARRANJADOR X PRODUTOR MUSICAL - Música ou Produto.
- Pensar na “música”, valorizar o que se quer dizer antes de pensar em “produto”.
- Recursos aparentemente fáceis para “impressionar” as pessoas, como por exemplo “copiar’ uma levada, colocar um”batidão” que faz grande parte das pessoas “chacoalharem” sem nem pensar no que estão ouvindo, podem fazer uma música ir para a vala do lugar comum e do sucesso duvidoso, e descaracterizar e perder a essência do que se queria transmitir.
- Além disso, chamar um músico virtuose para encher a música de notas e solos que não necessariamente tenham a ver com a música, e podem servir apenas para “tirar o foco” do principal que seria ( desculpe a repetição) o que essa música quer dizer ?, para quê ela serve?.
- Já, os recursos musicais, músicos bons, técnicos, profissionais competentes, quando sintonizados e bem direcionados para o foco, e para contribuir para “ embelezar e transmitir a mensagem da música, podem ser , aí sim, muito valiosos.
- TÉCNICA A SERVIÇO DE QUÊ?
A técnica, deve estar a serviço da mensagem, do sentimento que se quer transmitir, ou seja, "A técnica a serviço da Arte".
- A Técnica, sem intenção, sem algo a dizer, pode ser impressionante, mas é vazia, e pode se tornar um “elefante branco”. Imagine ouvir sobre o seu trabalho: Nossa!, O CD é muito bem gravado, mas não me diz nada, não teria vontade de escutá-lo novamente.
- A técnica a serviço do Ego, “ gravei no estúdio tal, que é “Top” ou “gravei com fulano de tal que é famoso”... Antes de qualquer coisa dessa natureza, é mais sensato observar “ o quê ?”, e “para quê ?” está sendo gravado, ao invés de “em qual estúdio ?” ou “ com quem?”.
- ARQUITETURA
Parece muito trabalhoso, e na verdade é mesmo, fazer um trabalho musical bem feito. Meu ofício, de arranjador e produtor, me lembra o de um arquiteto, que tem que planejar a realização de uma obra, e além de pensar na beleza externa, ou melhor antes de pensar na beleza e na parte externa, tem que cuidar para que a obra atenda ao que se propõe, pensar nos detalhes, nas funções, no acabamento, nos custos, e manter também um olhar para o conjunto da obra, para o todo. Imagina construir uma casa que por fora parece bonita, mas por dentro não é boa pra morar. Porém, a música é algo muito imaterial, é como construir com tijolos de idéias, de notas, de lembranças e de esperanças, com argamassa de sentimentos, de intuições, uma construção para ser vista com os olhos da alma, e ouvida com os ouvidos do sentimento.
- SIMPLICIDADE COM QUALIDADE
Para finalizar, cito uma célebre frase de um arquiteto que também era artista:
“A simplicidade é a máxima sofisticação” . (Da Vinci)
Para lembrar que o mais valioso no campo da música, é cuidar do que é “o mais importante”. Não confundir “SIMPLES” com “simplório”, com feito de qualquer jeito tá bom, “o pessoal vai ter caridade para ouvir e entender que tá mal gravado”. Penso que se você dá valor a algo, vai querer e cuidar para que seja bem feito, com carinho. Como por exemplo, tem pessoas que não dispõem de muitos recursos materiais, e você se sente muito bem numa casa simples, porém cuidada com carinho, com bom gosto, com amor. Com os recursos que tiver ao seu alcance, e hoje em dia os recursos estão muito disponíveis, faça com carinho, com sinceridade, com esmero, se esforce para evoluir, estude, aprenda, planeje, interaja, respeite seus limites, persevere, peça ajuda, guarde dinheiro, faça, mas não esqueça do que é “mais importante”.
Abraços Universais!
Houve no facebook vários comentários relativos à minha última postagem, intitulada "Que roupa sua música veste".
Um deles, porém, ajuntou muitas ideias, reflexões e observações importantes demais e, além disso, foi produzido por quem tem um histórico muito relevante na produção de trabalhos no nosso meio: o nosso amigo Luiz Enrique.
Só pra dar uma ideia, que eu me lembre aqui, de cabeça, ele produziu os CDs da COMEBH (e a parte de áudio do DVD), DVD e CD ao vivo de Tim e Vanessa, Verbos de Versos, Meu Cantar, Músicas dos Seminários Lítero-Musicais do Portal Ser, o CD da Cacau, o trabalho do Coração Palpita, o CD Viajante do Universo, o CD do Hércules Mota e outros, muitos outros trabalhos.
Por isso, achei por bem transformar os comentários dele em uma postagem autônoma, para que fique disponível aqui para quantos se interessarem pelo tema, hoje ou no futuro.
Luiz, obrigado pela dedicação nas suas considerações. Sei que elas ajudarão muita gente que está buscando um norte nesse tema.
A seguir, então, dicas de um super especialista sobre a produção da nossa música.
--------------------------
Amigo Denis,
Gostaria de somar às suas palavras, algumas de um passageiro da Nave Viajante, e de uma pessoa que um decidiu abraçar o ofício de músico há + - 25 anos atrás, e venho observando como as coisas acontecem (ou nem sempre acontecem).
Algumas dicas:
- REALIZAR UMA PRÉ- PRODUÇÃO, que consiste em fazer anotações, ensaios e uma gravação básica, (seja no próprio computador em multipista ou até mesmo no celular), experimentando o arranjo, a estrutura, a tonalidade, as vozes, e gerar um “CD piloto”, para ouvir, mostrar para algumas pessoas, e ter uma confirmação de que se está no rumo certo.
O CD viajante do universo por exemplo, teve uma pré-produção do próprio Dênis, com violão e vozes, que ele me passou para iniciar o trabalho de arranjo, e depois uma minha, com ensaios gravados com um baterista e um baixista em algumas faixas, e experimentações no estúdio. Algumas faixas que consideramos que a parte da voz e violão do Dênis, já estavam bem definidas, ele já tocava daquele mesmo jeito há bastante tempo, gravamos a parte dele com click no meu estúdio e ficaram valendo na versão final. Outras foram regravadas depois do arranjo definido.
- ARRANJADOR X PRODUTOR MUSICAL - Música ou Produto.
- Pensar na “música”, valorizar o que se quer dizer antes de pensar em “produto”.
- Recursos aparentemente fáceis para “impressionar” as pessoas, como por exemplo “copiar’ uma levada, colocar um”batidão” que faz grande parte das pessoas “chacoalharem” sem nem pensar no que estão ouvindo, podem fazer uma música ir para a vala do lugar comum e do sucesso duvidoso, e descaracterizar e perder a essência do que se queria transmitir.
- Além disso, chamar um músico virtuose para encher a música de notas e solos que não necessariamente tenham a ver com a música, e podem servir apenas para “tirar o foco” do principal que seria ( desculpe a repetição) o que essa música quer dizer ?, para quê ela serve?.
- Já, os recursos musicais, músicos bons, técnicos, profissionais competentes, quando sintonizados e bem direcionados para o foco, e para contribuir para “ embelezar e transmitir a mensagem da música, podem ser , aí sim, muito valiosos.
- TÉCNICA A SERVIÇO DE QUÊ?
A técnica, deve estar a serviço da mensagem, do sentimento que se quer transmitir, ou seja, "A técnica a serviço da Arte".
- A Técnica, sem intenção, sem algo a dizer, pode ser impressionante, mas é vazia, e pode se tornar um “elefante branco”. Imagine ouvir sobre o seu trabalho: Nossa!, O CD é muito bem gravado, mas não me diz nada, não teria vontade de escutá-lo novamente.
- A técnica a serviço do Ego, “ gravei no estúdio tal, que é “Top” ou “gravei com fulano de tal que é famoso”... Antes de qualquer coisa dessa natureza, é mais sensato observar “ o quê ?”, e “para quê ?” está sendo gravado, ao invés de “em qual estúdio ?” ou “ com quem?”.
- ARQUITETURA
Parece muito trabalhoso, e na verdade é mesmo, fazer um trabalho musical bem feito. Meu ofício, de arranjador e produtor, me lembra o de um arquiteto, que tem que planejar a realização de uma obra, e além de pensar na beleza externa, ou melhor antes de pensar na beleza e na parte externa, tem que cuidar para que a obra atenda ao que se propõe, pensar nos detalhes, nas funções, no acabamento, nos custos, e manter também um olhar para o conjunto da obra, para o todo. Imagina construir uma casa que por fora parece bonita, mas por dentro não é boa pra morar. Porém, a música é algo muito imaterial, é como construir com tijolos de idéias, de notas, de lembranças e de esperanças, com argamassa de sentimentos, de intuições, uma construção para ser vista com os olhos da alma, e ouvida com os ouvidos do sentimento.
- SIMPLICIDADE COM QUALIDADE
Para finalizar, cito uma célebre frase de um arquiteto que também era artista:
“A simplicidade é a máxima sofisticação” . (Da Vinci)
Para lembrar que o mais valioso no campo da música, é cuidar do que é “o mais importante”. Não confundir “SIMPLES” com “simplório”, com feito de qualquer jeito tá bom, “o pessoal vai ter caridade para ouvir e entender que tá mal gravado”. Penso que se você dá valor a algo, vai querer e cuidar para que seja bem feito, com carinho. Como por exemplo, tem pessoas que não dispõem de muitos recursos materiais, e você se sente muito bem numa casa simples, porém cuidada com carinho, com bom gosto, com amor. Com os recursos que tiver ao seu alcance, e hoje em dia os recursos estão muito disponíveis, faça com carinho, com sinceridade, com esmero, se esforce para evoluir, estude, aprenda, planeje, interaja, respeite seus limites, persevere, peça ajuda, guarde dinheiro, faça, mas não esqueça do que é “mais importante”.
Abraços Universais!
sábado, 9 de janeiro de 2016
Que roupa sua música veste?
É muito normal no nosso meio - ao qual chamo de "música espírita" sem sugerir qualquer definição da expressão - que nós conheçamos a maioria das músicas num formato simples, geralmente algo como voz e violão.
Às vezes está disponível algum incremento, há trabalhos de bandas, há a tendência musical de cada um. Mas os recursos imediatos não costumam ser muitos e tudo costuma ter uma roupagem simples.
Porém, quando os trabalhos amadurecem - ou, para alguns, antes mesmo de esse amadurecimento - é comum que sejam gravados registros, normalmente no formato de "CD".
Esse momento pode ser um divisor de águas. Como gravar? Aquela simplicidade em que a canção foi concebida ou com incrementos? Com os amigos de sempre ou contratando uma super banda?
Eu vivi esse dilema quando gravei o CD Viajante do Universo e sei de muitos amigos que o viveram também. Não são escolhas fáceis e há muito a ser ponderado nessa construção, coisas que às vezes nem imaginamos.
Mas há uma falácia comum: fazer bem feito é fazer um grande arranjo, com grandes músicos ou num formato muito moderno. Não é.
Você pode ter uma lógica totalmente "simples", como voz e violão - vide Tim e Vanessa na maioria dos seus trabalhos - e fazer bem feito. Fazer bem é fazer com qualidade, esmero, boa captação, equalização, mixagem, afinação, cuidado, fazer sem pressa pra ver bem o que está fazendo, e por aí vai.
E às vezes eu vejo amigos que, quando vão ao estúdio, descaracterizam seus trabalhos e suas canções. Isso parece ocorrer porque costuma ser possível contratar bons profissionais da música, músicos para tocar, bons arranjadores, gente do meio da música mesmo.
Contudo, muitas vezes falta a eles algo essencial: conhecer a maneira e o ambiente em que aquelas músicas fazem sentido, como aquelas músicas surgiram e cresceram, como devem continuar a ser usadas no futuro.
Esse "cara do estúdio" às vezes tem uma visão muito boa e técnica, mas também muito comercial, voltada para o que o "mercado" da música gosta. Se ele fosse um estilista, seria um conhecedor de muitas marcas e tendências, tudo o que está no auge no mundo da moda.
Porém, nós estamos totalmente fora desse mercado, não somos e não precisamos ser moda. E a "roupa" que precisamos vestir em nossas canções não é essa. Usar os rótulos convencionais e aquela lógica que às vezes até funcionam na perspectiva comercial do mundo da música e usar nas nossas canções costuma ser algo que mais empobrece do que valoriza.
Minha sensação é de que precisamos costurar à mão, com muita calma e paciência, a "roupa" que vestiremos na nossa música. Claro, as influências do que se faz por aí é não apenas bem vinda, como também inevitável.
No entanto, por melhor que seja a qualidade, vestir uma canção com informações "do mundo" pode funcionar mais como camisa de força do que como adorno. Há às vezes músicas que conhecemos em sua originalidade e que saem do estúdio irreconhecíveis, com vibração diferente e num formato cuja execução numa atividade espírita qualquer se torna impossível.
O caminho mais fácil geralmente é o menos profícuo. Contar com a ajuda de gente boa é ótimo, mas isso merece ser dosado com critério, a fim de verificarmos o que é harmonioso dentro da nossa proposta, do nosso meio, da nossa lógica, e colocar isso em primeiro lugar.
Quem deve dirigir o trabalho de gravação são aquelas pessoas que entendem a lógica e a essência desse trabalho. Delegar essa tarefa aos entendidos da música pode ser ótimo do ponto de vista prático, gerar arranjos mirabolantes e produções impecáveis. Mas, muitas vezes, essas produções são imprestáveis aos nossos propósitos de harmonização, sentimentos, enfim. Entra uma coisa no estúdio, sai outra.
Um trabalho registrado está registrado para sempre. É melhor pensar e ter paciência. É melhor fazer sem as urgências que às vezes fabricamos do que fazer algo do que se possa arrepender.
Feito assim, é um parto bem mais difícil. Se já costuma ser sempre desafiador, adotar esse critério vai potencializar o desafio.
Mas os resultados são para a vida toda. Vale à pena.
Às vezes está disponível algum incremento, há trabalhos de bandas, há a tendência musical de cada um. Mas os recursos imediatos não costumam ser muitos e tudo costuma ter uma roupagem simples.
Porém, quando os trabalhos amadurecem - ou, para alguns, antes mesmo de esse amadurecimento - é comum que sejam gravados registros, normalmente no formato de "CD".
Esse momento pode ser um divisor de águas. Como gravar? Aquela simplicidade em que a canção foi concebida ou com incrementos? Com os amigos de sempre ou contratando uma super banda?
Eu vivi esse dilema quando gravei o CD Viajante do Universo e sei de muitos amigos que o viveram também. Não são escolhas fáceis e há muito a ser ponderado nessa construção, coisas que às vezes nem imaginamos.
Mas há uma falácia comum: fazer bem feito é fazer um grande arranjo, com grandes músicos ou num formato muito moderno. Não é.
Você pode ter uma lógica totalmente "simples", como voz e violão - vide Tim e Vanessa na maioria dos seus trabalhos - e fazer bem feito. Fazer bem é fazer com qualidade, esmero, boa captação, equalização, mixagem, afinação, cuidado, fazer sem pressa pra ver bem o que está fazendo, e por aí vai.
E às vezes eu vejo amigos que, quando vão ao estúdio, descaracterizam seus trabalhos e suas canções. Isso parece ocorrer porque costuma ser possível contratar bons profissionais da música, músicos para tocar, bons arranjadores, gente do meio da música mesmo.
Contudo, muitas vezes falta a eles algo essencial: conhecer a maneira e o ambiente em que aquelas músicas fazem sentido, como aquelas músicas surgiram e cresceram, como devem continuar a ser usadas no futuro.
Esse "cara do estúdio" às vezes tem uma visão muito boa e técnica, mas também muito comercial, voltada para o que o "mercado" da música gosta. Se ele fosse um estilista, seria um conhecedor de muitas marcas e tendências, tudo o que está no auge no mundo da moda.
Porém, nós estamos totalmente fora desse mercado, não somos e não precisamos ser moda. E a "roupa" que precisamos vestir em nossas canções não é essa. Usar os rótulos convencionais e aquela lógica que às vezes até funcionam na perspectiva comercial do mundo da música e usar nas nossas canções costuma ser algo que mais empobrece do que valoriza.
Minha sensação é de que precisamos costurar à mão, com muita calma e paciência, a "roupa" que vestiremos na nossa música. Claro, as influências do que se faz por aí é não apenas bem vinda, como também inevitável.
No entanto, por melhor que seja a qualidade, vestir uma canção com informações "do mundo" pode funcionar mais como camisa de força do que como adorno. Há às vezes músicas que conhecemos em sua originalidade e que saem do estúdio irreconhecíveis, com vibração diferente e num formato cuja execução numa atividade espírita qualquer se torna impossível.
O caminho mais fácil geralmente é o menos profícuo. Contar com a ajuda de gente boa é ótimo, mas isso merece ser dosado com critério, a fim de verificarmos o que é harmonioso dentro da nossa proposta, do nosso meio, da nossa lógica, e colocar isso em primeiro lugar.
Quem deve dirigir o trabalho de gravação são aquelas pessoas que entendem a lógica e a essência desse trabalho. Delegar essa tarefa aos entendidos da música pode ser ótimo do ponto de vista prático, gerar arranjos mirabolantes e produções impecáveis. Mas, muitas vezes, essas produções são imprestáveis aos nossos propósitos de harmonização, sentimentos, enfim. Entra uma coisa no estúdio, sai outra.
Um trabalho registrado está registrado para sempre. É melhor pensar e ter paciência. É melhor fazer sem as urgências que às vezes fabricamos do que fazer algo do que se possa arrepender.
Feito assim, é um parto bem mais difícil. Se já costuma ser sempre desafiador, adotar esse critério vai potencializar o desafio.
Mas os resultados são para a vida toda. Vale à pena.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Não, eu não canto para Jesus
Mas, primeiro, calma.
Se houve o ímpeto de julgar o título desse texto (ou o seu autor), não recrimino. Porém, embora eu considere o título verdadeiro, melhor desfazer qualquer mal entendido.
Cantar sempre me pareceu algo natural. Algumas coisas você faz na vida porque tomou consciência e escolheu fazer. Mas outras você faz porque faz, porque sempre fez.
É como respirar. Cantar é assim. Para todo mundo.
O corpo vibra, respira, sequência que é melodia, que está dentro de cada um e que às vezes reverbera para fora, pelos sons.
Se abro a boca para cantar, externo o que está vivo em mim. Alguma coisa se realiza, algo se concretiza, natural. A satisfação é íntima, interna, incompartilhável.
Essa satisfação pode se expandir e isso acontece quando estou em sintonia com outros seres que buscam o mesmo tom. Vibração compatível que compraz, uns nos cantos dos outros, e a sensação que nunca se repete idêntica é aquela, do momento. Passa e vai. Vivi.
Quando canto, canto para sentir a energia que circula dentro de mim; para aproveitar esse movimento, para compreender melhor o meu lugar dentro de mim mesmo.
Vivi de novo. E, muitas vezes, tento cantar as aspirações de melhora e progresso que me alimentam, cantar tudo aquilo o que não consigo realizar, "pelo prazer de viver aquela alegre alegria", pela esperança de encontrar, no canto, a força para alcançar o que é ainda distante. "Eu desejo apenas amar".
Canto inspirado pelo bem, pelo amor, pelo progresso individual e coletivo, pela vontade de amanhã ser melhor que ontem.
Canto inspirado por exemplos que fazem acreditar que é possível evoluir, todo dia.
E, às vezes, canto inspirado em Jesus. Porque os melhores sentimentos estão apoiados na vibração de amor que Ele verte e que nos sustenta a existência.
Mas não canto para o bem, não sou capaz de tanto. Canto, se muito, inspirado por ele.
E não canto para Jesus, não canto por Jesus.
São ouvidos refinados demais para que eu ousasse pretender ocupar. Sintonia elevada demais para que eu pense em alcançar.
Talvez ele me olhe como o pai olha o esforço do filho, relevando a pobreza do resultado em nome do valor do aprendizado, distante do ideal.
Sei que canto por mim mesmo, para mim mesmo. Ainda que às vezes amigos-irmãos se coloquem ao redor, incentivando o esforço, apoiando, indicando os defeitos ou até aplaudindo, não canto para eles.
Canto pela minha sanidade mesmo. Canto porque preciso cantar.
Se a satisfação se renova pela sintonia com esses amigos, permaneço livre para cantar ou não cantar, cantar como quiser cantar, em respeito ao que há de autêntico e alimenta a verdade de dentro de mim.
Não, eu não canto para Jesus. E não canto com o objetivo de atingir ou convencer, divulgar ou difundir. Quem ou o que quer que seja.
Não canto para pregar, doutrinar, ensinar. Não posso, não sei, não devo.
Mesmo assim, trago comigo muitos amigos. Não cantamos uns para os outros, cantamos uns com os outros. Esteja a boca aberta ou não, quando cantamos, o coração está. Onde cantamos, o coração está.
Eu não canto para Jesus. Canto por mim mesmo, para mim mesmo, e às vezes expando com alguns amigos.
Mas sei que se cantar me fizer bem, se me fizer crescer e evoluir, serei pelo céu apoiado, pois o céu, sim, se organiza. Se eu crescer e evoluir, com isso ou com o que for, vou dar contribuição muito mais efetiva ao mundo do que a ilusão de achar que faço o outro crescer. Cada um só presta contas a si mesmo, cresce por si só e é sujeito do próprio progresso. Às vezes, animado pela alegria em volta. às vezes, premido pelo sofrimento.
Mas para cantar, só pela alegria de cantar. Cantar, para expulsar uns fantasmas. Cantar por cantar. Cantar por amor. Amor por cantar.
Aquele que nunca experimentou cantar assim, por cantar - sem ser para alcançar, doutrinar ou atingir -, não se iniba: que atire a primeira nota.
Ela será muito bem-vinda ao mundo e ecoará. No universo do seu interior. Onde foi feita para ecoar.
Se houve o ímpeto de julgar o título desse texto (ou o seu autor), não recrimino. Porém, embora eu considere o título verdadeiro, melhor desfazer qualquer mal entendido.
Cantar sempre me pareceu algo natural. Algumas coisas você faz na vida porque tomou consciência e escolheu fazer. Mas outras você faz porque faz, porque sempre fez.
É como respirar. Cantar é assim. Para todo mundo.
O corpo vibra, respira, sequência que é melodia, que está dentro de cada um e que às vezes reverbera para fora, pelos sons.
Se abro a boca para cantar, externo o que está vivo em mim. Alguma coisa se realiza, algo se concretiza, natural. A satisfação é íntima, interna, incompartilhável.
Essa satisfação pode se expandir e isso acontece quando estou em sintonia com outros seres que buscam o mesmo tom. Vibração compatível que compraz, uns nos cantos dos outros, e a sensação que nunca se repete idêntica é aquela, do momento. Passa e vai. Vivi.
Quando canto, canto para sentir a energia que circula dentro de mim; para aproveitar esse movimento, para compreender melhor o meu lugar dentro de mim mesmo.
Vivi de novo. E, muitas vezes, tento cantar as aspirações de melhora e progresso que me alimentam, cantar tudo aquilo o que não consigo realizar, "pelo prazer de viver aquela alegre alegria", pela esperança de encontrar, no canto, a força para alcançar o que é ainda distante. "Eu desejo apenas amar".
Canto inspirado pelo bem, pelo amor, pelo progresso individual e coletivo, pela vontade de amanhã ser melhor que ontem.
Canto inspirado por exemplos que fazem acreditar que é possível evoluir, todo dia.
E, às vezes, canto inspirado em Jesus. Porque os melhores sentimentos estão apoiados na vibração de amor que Ele verte e que nos sustenta a existência.
Mas não canto para o bem, não sou capaz de tanto. Canto, se muito, inspirado por ele.
E não canto para Jesus, não canto por Jesus.
São ouvidos refinados demais para que eu ousasse pretender ocupar. Sintonia elevada demais para que eu pense em alcançar.
Talvez ele me olhe como o pai olha o esforço do filho, relevando a pobreza do resultado em nome do valor do aprendizado, distante do ideal.
Sei que canto por mim mesmo, para mim mesmo. Ainda que às vezes amigos-irmãos se coloquem ao redor, incentivando o esforço, apoiando, indicando os defeitos ou até aplaudindo, não canto para eles.
Canto pela minha sanidade mesmo. Canto porque preciso cantar.
Se a satisfação se renova pela sintonia com esses amigos, permaneço livre para cantar ou não cantar, cantar como quiser cantar, em respeito ao que há de autêntico e alimenta a verdade de dentro de mim.
Não, eu não canto para Jesus. E não canto com o objetivo de atingir ou convencer, divulgar ou difundir. Quem ou o que quer que seja.
Não canto para pregar, doutrinar, ensinar. Não posso, não sei, não devo.
Mesmo assim, trago comigo muitos amigos. Não cantamos uns para os outros, cantamos uns com os outros. Esteja a boca aberta ou não, quando cantamos, o coração está. Onde cantamos, o coração está.
Eu não canto para Jesus. Canto por mim mesmo, para mim mesmo, e às vezes expando com alguns amigos.
Mas sei que se cantar me fizer bem, se me fizer crescer e evoluir, serei pelo céu apoiado, pois o céu, sim, se organiza. Se eu crescer e evoluir, com isso ou com o que for, vou dar contribuição muito mais efetiva ao mundo do que a ilusão de achar que faço o outro crescer. Cada um só presta contas a si mesmo, cresce por si só e é sujeito do próprio progresso. Às vezes, animado pela alegria em volta. às vezes, premido pelo sofrimento.
Mas para cantar, só pela alegria de cantar. Cantar, para expulsar uns fantasmas. Cantar por cantar. Cantar por amor. Amor por cantar.
Aquele que nunca experimentou cantar assim, por cantar - sem ser para alcançar, doutrinar ou atingir -, não se iniba: que atire a primeira nota.
Ela será muito bem-vinda ao mundo e ecoará. No universo do seu interior. Onde foi feita para ecoar.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
CD Viajante do Universo no Youtube
Olá, amigos!
Compartilhamos a seguir o link para ouvir as músicas do CD Viajante do Universo no Youtube.
É possível escutar cada música, ou aproveitar a ordem na sequência do CD, tudo com visualização de páginas do Encarte.
É só clicar e conferir!
Compartilhamos a seguir o link para ouvir as músicas do CD Viajante do Universo no Youtube.
É possível escutar cada música, ou aproveitar a ordem na sequência do CD, tudo com visualização de páginas do Encarte.
É só clicar e conferir!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Jesus também dançou (sobre a Dança Espírita)
Outro dia li uma carta enviada às lideranças de algumas instituições do movimento espírita sobre a utilização da dança no contexto das atividades espíritas (Confira clicando aqui).
Gostei muito do que li, pela ponderação firme, certeira, equilibrada, fundamentada e direcionada ao entendimento. E senti que, dentre os que entendem que a dança não é adequada, certamente há pessoas bem intencionadas, mas que talvez não tenham refletido suficientemente sobre o tema.
E comecei a pensar mais sobre o assunto.
Sempre me coloquei no grupo daqueles que não sabem dançar. Em festas, nunca fui capaz de levantar e investir, dessa maneira, as minhas energias.
Pensando, porém, percebi que estava enganado. Por que, afinal, o que é a dança?
Dançar é movimento. Ritmo, pulsação, vibração, sentimento. Tudo – qualquer coisa mesmo – transmudado em movimento.
Então, me lembrei que danço quando bato o pé. Danço com a boca, quando canto. Danço com os olhos, quando admiro o céu. Danço o tempo todo.
Muito mais.
Em mim, agora mesmo, todos os elétrons se movem em torno de seus núcleos. É incrível: eles são quase inúmeros, mas não erram o seu balé. Cada um tem uma função e todos as desempenham harmoniosamente. Todos estão em constante, rápido e inacreditável movimento, e não é qualquer movimento, é belo, tem um objetivo e se completa em ciclos lindos, que servem para me manter "vivo". Vai ainda além: todas as partículas subatômicas que nos compõe vibram o tempo todo. Sempre harmoniosamente.
É uma dança divina...
Então, entendi que dancei o tempo todo. Desde que era apenas parte de um gameta. Dancei muito antes, porque meu espírito, ainda duro, nunca esteve isento da matéria. Mais ainda: meu espírito mesmo, por si só, é vibração. É dança.
O Universo é uma imponderável dança...
E foi assim que concluí que Jesus também dançou. A mais bela das danças. Porque sua passagem pela Terra fez ordenar as forças que regem este mundo, organizou as aspirações dos que o compreenderam e lançou a semente de muitas outras danças. Porque, sem nos movimentarmos, não chegaremos a lugar algum na senda evolutiva. E movimento é dança. Tudo é.
Jesus não andou sobre as águas: dançou. Porque só a harmonia e a leveza podem explicar esse fenômeno tão belo, que serve para nos mostrar o quanto podemos mais quando acreditamos, sentimos e direcionamos para o bem o nosso coração.
Afinal, "a vida é movimento". E é assim que dançamos. Dançamos todos. Uns bem, é verdade. Outros, como eu.
Ontem, sentado no auditório da Comunhão Espírita de Brasília, assisti pela primeira vez ao vivo um espetáculo de dança espírita. Foram minutos céleres, repletos e belíssimos, que fizeram meu corpo querer acreditar que também poderia, além da "microdança" dos elétrons, desempenhar daquela "macrodança"... Mas isso nem era necessário.

Porque o que se viu no palco foi um balé de muita técnica, esforço, espírito de cooperação e desprendimento. Mais que isso: cheio de energia, verdade e responsabilidade com a mensagem transmitida.
Sim, havia uma mensagem, pulsante e viva, se desenhando em nossa frente como nem mesmo a melhor narrativa faria a mais imaginativa mente plasmar. Porque só ali havia outras pessoas, cada uma lançando sua energia, dando sua insubstituível contribuição, reproduzindo a mesma harmonia que os elétrons de um átomo pode, divinamente, realizar. Divinamente, dançar.
Porque podemos viver, por viver; cantar, por cantar; dançar, por dançar.
Mas podemos viver para amar, cantar para edificar e dançar para buscar mais uma forma de concretizar o belo-bom. De “artefazer o belo-bom”.
Qual é a sua escolha?
Trancar a dança ou fazer também dela um instrumento útil?
Está sendo muito bem cumprido por centenas de trabalhadores espalhados pelo Brasil o papel de viver essa arte – que não é mera opção, mas a própria apreensão do movimento Divino que domina o mundo e a vida – de uma maneira especial, com a transmissão de uma boa mensagem, no compartilhamento salutar com as almas que entram a vibrar nessa mesma harmonia.
É nossa escolha utilizá-la para dar vazão à nossa energia de maneira adequada e útil.
É mais que nossa escolha. É nosso compromisso.
Meu abraço fraternal e reconhecido a todos os companheiros do movimento espírita que se dedicam, suavemente, a auxiliar que muitas pessoas possam viver a dança numa intenção renovada e sublimada. E ajudam, também, que pessoas duras, como eu, possam, de olhos abertos, enxergar que tudo é dança. E que todos podemos.
Gostei muito do que li, pela ponderação firme, certeira, equilibrada, fundamentada e direcionada ao entendimento. E senti que, dentre os que entendem que a dança não é adequada, certamente há pessoas bem intencionadas, mas que talvez não tenham refletido suficientemente sobre o tema.
E comecei a pensar mais sobre o assunto.
Sempre me coloquei no grupo daqueles que não sabem dançar. Em festas, nunca fui capaz de levantar e investir, dessa maneira, as minhas energias.
Pensando, porém, percebi que estava enganado. Por que, afinal, o que é a dança?
Dançar é movimento. Ritmo, pulsação, vibração, sentimento. Tudo – qualquer coisa mesmo – transmudado em movimento.
Então, me lembrei que danço quando bato o pé. Danço com a boca, quando canto. Danço com os olhos, quando admiro o céu. Danço o tempo todo.
Muito mais.
Em mim, agora mesmo, todos os elétrons se movem em torno de seus núcleos. É incrível: eles são quase inúmeros, mas não erram o seu balé. Cada um tem uma função e todos as desempenham harmoniosamente. Todos estão em constante, rápido e inacreditável movimento, e não é qualquer movimento, é belo, tem um objetivo e se completa em ciclos lindos, que servem para me manter "vivo". Vai ainda além: todas as partículas subatômicas que nos compõe vibram o tempo todo. Sempre harmoniosamente.
É uma dança divina...
Então, entendi que dancei o tempo todo. Desde que era apenas parte de um gameta. Dancei muito antes, porque meu espírito, ainda duro, nunca esteve isento da matéria. Mais ainda: meu espírito mesmo, por si só, é vibração. É dança.
O Universo é uma imponderável dança...
E foi assim que concluí que Jesus também dançou. A mais bela das danças. Porque sua passagem pela Terra fez ordenar as forças que regem este mundo, organizou as aspirações dos que o compreenderam e lançou a semente de muitas outras danças. Porque, sem nos movimentarmos, não chegaremos a lugar algum na senda evolutiva. E movimento é dança. Tudo é.
Jesus não andou sobre as águas: dançou. Porque só a harmonia e a leveza podem explicar esse fenômeno tão belo, que serve para nos mostrar o quanto podemos mais quando acreditamos, sentimos e direcionamos para o bem o nosso coração.
Afinal, "a vida é movimento". E é assim que dançamos. Dançamos todos. Uns bem, é verdade. Outros, como eu.
Ontem, sentado no auditório da Comunhão Espírita de Brasília, assisti pela primeira vez ao vivo um espetáculo de dança espírita. Foram minutos céleres, repletos e belíssimos, que fizeram meu corpo querer acreditar que também poderia, além da "microdança" dos elétrons, desempenhar daquela "macrodança"... Mas isso nem era necessário.

Porque o que se viu no palco foi um balé de muita técnica, esforço, espírito de cooperação e desprendimento. Mais que isso: cheio de energia, verdade e responsabilidade com a mensagem transmitida.
Sim, havia uma mensagem, pulsante e viva, se desenhando em nossa frente como nem mesmo a melhor narrativa faria a mais imaginativa mente plasmar. Porque só ali havia outras pessoas, cada uma lançando sua energia, dando sua insubstituível contribuição, reproduzindo a mesma harmonia que os elétrons de um átomo pode, divinamente, realizar. Divinamente, dançar.
Porque podemos viver, por viver; cantar, por cantar; dançar, por dançar.
Mas podemos viver para amar, cantar para edificar e dançar para buscar mais uma forma de concretizar o belo-bom. De “artefazer o belo-bom”.
Qual é a sua escolha?
Trancar a dança ou fazer também dela um instrumento útil?
Está sendo muito bem cumprido por centenas de trabalhadores espalhados pelo Brasil o papel de viver essa arte – que não é mera opção, mas a própria apreensão do movimento Divino que domina o mundo e a vida – de uma maneira especial, com a transmissão de uma boa mensagem, no compartilhamento salutar com as almas que entram a vibrar nessa mesma harmonia.
É nossa escolha utilizá-la para dar vazão à nossa energia de maneira adequada e útil.
É mais que nossa escolha. É nosso compromisso.
Meu abraço fraternal e reconhecido a todos os companheiros do movimento espírita que se dedicam, suavemente, a auxiliar que muitas pessoas possam viver a dança numa intenção renovada e sublimada. E ajudam, também, que pessoas duras, como eu, possam, de olhos abertos, enxergar que tudo é dança. E que todos podemos.
domingo, 26 de maio de 2013
Barco da Vida (música)
BARCO DA VIDA
Porque vinha sendo a vida como um barco que corria sem saber
Nem pra onde ia e a deriva ele descia, ia chegar
Onde não sabia e o destino veio pra sua atenção chamar
Sem a mão no remo não vem sendo um bom jeito de se navegar
Pois sei que não se vive como se o amanhã pudesse
Vir com qualquer coisa e um por quê já não houvesse
Sei que viver é muito mais do que só bom um passeio
Vento que traz a cor da paz quando eu encontro um meio
De olhar pra cima e ver que tudo é mesmo certo
Mundo é tão perfeito quando eu olho de perto
Vendo que há em tudo por trás uma mão que orienta
Meu navegar e eu posso bem mais quando firmo nessa senda
sexta-feira, 1 de março de 2013
Para "Santa Maria"
Depois daquele dia
Música feita para os amigos e familiares das vítimas do incêndio ocorrido na cidade de Santa Maria em janeiro de 2013.
DEPOIS DAQUELE DIA
O vento sopra sereno ao redor
O céu ainda é azul
Duras são a lembrança e a dor
Por dentro, imenso amor
Antes, um vai e vem sem pensar
Agora, silêncio e pesar
Da pressa, do jeito de não se importar
Lembrança tomou o lugar
Anjos subiram ao céu e eu vi
Sobre os que ficam uma flor cair
De esperança, por crer no amanhã
Por eles, por nós, pelo céu, por amor
Naquele dia uma noite se fez
Cheia de estrelas, todas de uma vez
Dizendo: “até breve, no dia depois
De amanhã seremos de novo, nós dois”.
------
Hoje em doce lembrança senti
De todos sou um irmão
Agora, naquilo que posso de mim
A eles estendo minha mão
Música feita para os amigos e familiares das vítimas do incêndio ocorrido na cidade de Santa Maria em janeiro de 2013.
DEPOIS DAQUELE DIA
O vento sopra sereno ao redor
O céu ainda é azul
Duras são a lembrança e a dor
Por dentro, imenso amor
Antes, um vai e vem sem pensar
Agora, silêncio e pesar
Da pressa, do jeito de não se importar
Lembrança tomou o lugar
Anjos subiram ao céu e eu vi
Sobre os que ficam uma flor cair
De esperança, por crer no amanhã
Por eles, por nós, pelo céu, por amor
Naquele dia uma noite se fez
Cheia de estrelas, todas de uma vez
Dizendo: “até breve, no dia depois
De amanhã seremos de novo, nós dois”.
------
Hoje em doce lembrança senti
De todos sou um irmão
Agora, naquilo que posso de mim
A eles estendo minha mão
sábado, 23 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Violões em grupo - Abrigo na Arte
Prezados amigos,
Compartilho a seguir relato e vídeo que me foram repassados pelo estimado amigo Luiz Enrique. Ele foi produtor do CD "Viajante do Universo" e diversos outros trabalhos.
Mais sobre o trabalho desenvolvido por ele em conjunto com outros companheiros no "Abrigo Jesus", em Belo Horizonte, pode ser conhecido no site http://abrigonaarte.com.br/
----------------------------
Luiz Enrique disse:
Como acredito que coisa boa e sentimento bom faz bem compartilhar:
Compartilho a seguir relato e vídeo que me foram repassados pelo estimado amigo Luiz Enrique. Ele foi produtor do CD "Viajante do Universo" e diversos outros trabalhos.
Mais sobre o trabalho desenvolvido por ele em conjunto com outros companheiros no "Abrigo Jesus", em Belo Horizonte, pode ser conhecido no site http://abrigonaarte.com.br/
----------------------------
Luiz Enrique disse:
Como acredito que coisa boa e sentimento bom faz bem compartilhar:
Com
felicidade, compartilho com vocês o resultado de um trabalho que venho
fazendo há 8 meses, que me deixou muito feliz, e me levou a repensar
sobre o aprendizado de música. Iniciei aulas de violão do Projeto Abrigo
na Arte, em fase experimental. Pedi a coordenadora para entrevistar os
alunos de uma turma escolhida e fazer uma lista dos que queriam fazer a
aula. 1a surpresa: todos os 20 alunos da turma quiseram. Montamos duas
turmas de 10 alunos simultaneamente. Inicialmente, temia pelo resultado,
nunca havia dado aulas de violão para tantas pessoas juntas, a maioria
deles não tinha instrumento, imaginava que alguns iriam desistir,
normalmente, quando dei aulas em escolas particulares para turmas de no
máximo 3 alunos, uma boa parte nao passava do 3o mês. Então, todas
continuaram, nenhum saiu, os familiares, vendo o interesse, foram
comprando violões, e hoje todos os alunos de uma mesma turma estão
tocando um violão iniciante básico, e melhor, com noção de grupo,
acompanhamento e interação.
Resolvemos
fazer uma apresentação na Feira de Cultura da Escola, então eles
escolheram a música " Caminhando e Cantando, do Geraldo Vandré, que
aprendemos em uma aula onde aproveitei para falar do contexto histórico
da música, e da importância social que a música popular teve naquele
momento da hístoria brasileira. Criamos um arranjo, juntamos as duas
turmas e assim surgiu a auspiciosa " Orquestra de Violões Abrigo na Arte
". O melhor de tudo, eu fiquei fã deles, eles me ensinaram tantas
coisas nesse processo, e me fizeram rever outras tantas. E respeitar
mais ainda a música, e a força de motivação e união que ela traz,
principalmente vivenciada em clima de cooperação, união e alegria.
E
tivemos também a participação especial da coordenadora Graça Fiuza, que
virou aluna também, e da funcionária Marisa, que viu a aula e pediu
para entrar e realizar o que segundo ela era seu sonho desde criança. No
final, uma pessoa que ficou sabendo do interesse dos alunos e que
alguns ainda não tinham o violão, resolveu fazer uma " vaquinha" e
compramos os 8 violões que faltavam e entregamos no penultimo ensaio
antes dessa apresentação. Obrigado aos meus queridos alunos e a Deus por
viver isso.
Um Abraço a todos.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
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