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domingo, 4 de julho de 2010

E na próxima Copa do Mundo?

A Copa do Mundo nos mobiliza de maneira especial. E conversando por e-mail com a Carol, amiga de São Paulo (e conhecida da maioria dos leitores desse blog, eu creio), ela disse o seguinte:

Falando em "show de bola", fim de Copa para nós, né? Que pena.........! Só daqui 4 anos, com todos mais velinhos!

E me fez pensar muito sobre estarmos mais velhinhos, pois 4 anos é mesmo tempo significativo. É comum que a gente se lembre do que fazia nas Copas, mas às vezes não nos lembramos do que fazíamos há um ano. Eu mesmo me lembro perfeitamente que na Copa de 1994 (sim, 94) eu saia pra jogar bola na rua nos intervalos dos jogos e após eles... são coisas muito marcantes. Lembro até mesmo que na Copa de 1990 eu comi pipoca com queijo na casa de uns primos, durante Brasil e Suécia...

Mas será que pensamos o que podemos e devemos fazer em 4 anos? Dizem (acho que o Bill Gates disse) que temos a tendência de superestimar o que podemos fazer em 1 ano, mas subestimamos o que pensamos poder fazer em 10 anos. E na próxima Copa, como queremos estar?

Quais são as conquistas da vida pessoal, profissional e, principalmente, de valores do nosso espírito que queremos ver em nós mesmos quando o Brasil ficar de cabeça na próxima Copa do Mundo?

Acho que vale pensar o que éramos há 4 anos e fazer um cotejo com o que pretendíamos ser hoje, bem como com o que queremos ser daqui a 4 anos. É um exercício simples mas útil, pois uma vida sem reflexão sobre si mesma é uma vida com menos possibilidades de atingir os fins colimados. E isso vale tanto numa perspectiva individual, das coisas que pretendemos, como do ponto de vista da evolução que procuramos encetar, desde que reconhecemos que essa é a finalidade de nossas reencarnações.

Saindo um pouco desse óbvio, penso também que as Copas traduzem muito mais do que podemos imaginar. As nações se mobilizam e o jogo dos débitos coletivos, quem sabe, encontra nessa ocasião campo fértil pra ajustar a relação entre as nações. Nesse ponto, eu não poderia deixar de fazer uma grande viagem, ainda mais se tratando de futebol, que, como dizem alguns, é a melhor reprodução do modelo de guerras que alimentou as sociedades durante tantos séculos. Ao menos, hoje, há menos mortes.

Vejamos a relação do Brasil com a França. No futebol, somos muito superiores, mas morremos de medo de encontrá-los em Copas, pois eles sempre ganham. O primeiro título mundial deles, aliás, foi graças a nós, e foi a única vez que o Brasil tomou 3 gols num jogo de Copa, sendo 2 gols de cabeça e feitos por um jogador que NUNCA tinha marcado um gol de cabeça na carreira. Isso não pode ser normal ou obra do acaso.

Como se não bastasse, a atuação do Brasil foi abalada por um "piripaque" do Ronaldo, jogador brilhante e que depois veio a se tornar o maior artilheiro da história em Copas do Mundo.

Muito bem. Sabemos que a França era o campo adequado para receber a semente do Espiritismo, mas não para o seu florescimento. Uma vez revelado, o Espiritismo praticamente se extinguiu de seu berço e de todo o velho mundo, deslocando-se para o Brasil. A Europa, aliás, recebeu o Espiritismo da mesma forma como os gregos receberam as pregações de Paulo de Tarso, com ceticismo e indiferença.

Mas há literatura que esclarece ter havido um trabalho direcionado a conduzir não só o Espiritismo, mas também uma vasta legião de espíritos ligados à França e a eventos como a Revolução Francesa e a Noite de São Bartolomeu ao Brasil, para que fosse implantada essa "fase" da Pátria do Evangelho em campo novo e fértil, tudo conforme os objetivos do Evangelho e as necessidades desses e outros espíritos.

Ou seja, afora as conexões que conhecemos registradas na História, há muito mais acontecendo do ponto de vista espiritual, que às vezes nem supomos. Conhecemos uma fatia pequena de tudo, e quem poderá dizer que as emoções desencadeadas com os "meros" espisódios futebolísticos nada têm a ver com tudo isso? Não é pouca coisa.

E, finalizando, vejamos a cidade de Lyon. Foi o berço do Cristianismo nas Gálias, e por lá se desenrolaram importantes espisódios que envolveram, por exemplo, espíritos como Bezerra de Menezes, conforme nos relata Emmanuel em "Ave, Cristo". É uma cidade especial no que respeita à história do Cristianismo Primitivo, que buscamos resgatar com o Espiritismo.

Lyon tem um time de futebol, de mesmo nome. Esse time foi fundado em 1899. Mas apenas em 2002 conquistou um título do campeonato francês, e não foi só um: conquistou 7 títulos consecutivos.

O que aconteceu de diferente com o Lyon a partir de 2002? A contratação de uma legião de jogadores brasileiros, capitaneados por Juninho Pernambucano. Tudo acaso?

Não posso afirmar que isso tudo tem mesmo alguma relação. Mas me parece mais provável que tenha algo a ver do que o contrário. Em todo o caso, fica aí para os "pensadores viajantes" de plantão como eu analisarem se temos aqui apenas digressões inúteis ou reflexões que nos induzem a confirmar a assertiva de Shakespeare de que "Existem mais coisas no céu e na Terra, Horácio, que a tua filosofia jamais sonhou".

E esse "no céu e na Terra" certamente inclui os planos espirituais... Ou não?

PS: Prezada HOLANDA, esperamos que o último jogo Brasil X Holanda tenha sido suficiente para pagarmos por ter expulsado vocês de Pernambuco, mesmo após a grande e humana administração de Maurício de Nassau, no século  XVII. Ou seja, na próxima Copa, estamos livres para ganhar, certo?

PS 2: Se as derrotas para a França em Copas forem "prestações" do "pagamento" pelo Espiritismo, é melhor não trombarmos com eles de novo, porque certamente faltam ainda muitas parcelas. E que São Luís (Governador espiritual da França) não consiga influenciar muito os sorteios dos grupos e o chaveamento das próximas Copas do Mundo...