Trotes.
Os noticiários tem dado ampla cobertura aos excessos cometidos nos trotes aplicados por veteranos em seus calouros aprovados no vestibular.
A prática é antiga e os abusos também não são nenhuma novidade. O que parece novo são a disseminação e a diversificação da prática, cada vez mais numerosa e sem graça, incluindo traços de "delicadeza" como forçar o calouro a nadar numa mistura de estrume e lama. Claro, afinal deve ser muito útil a experiência de nadar em estrume e lama, e deve haver larga relação com a atividade universitária...
Mas é que o acesso ao Ensino Superior tem crescido fortemente. E isso tem se convertido em banalização do Ensino Superior, ingressando cada vez mais pessoas sem real noção do significado de cursar uma faculdade. E como o nivelamento vai sendo feito por baixo, atividades marginais - e mais adequadas à mediocridade reinante - ganham importância, como é o caso dos trotes.
Não sabem muitos desses novos universitários que se na geração de seus pais a aprovação no vestibular beirava um feito notável, hoje em dia em raros casos significa algo relevante. É que a sociedade brasileira ainda não se adaptou ao fato de que ingressar numa faculdade atualmente é muitas vezes como entrar numa loja e comprar um produto - é a banalização do acesso. E, sim, vende-se um produto (muitas vezes ruim) mais do que se presta um serviço público de educação, na maioria dessas instituições.
Desconhecem os alunos - sujeitos passivos de um processo cruel de exploração e engano - que a bancada da educação, uma das maiores da Câmara Federal, não é um grupo de Deputados interessados no ensino de qualidade, mas tratam-se, sim, de Deputados financiados pelos grandes empresários do ensino e que lá estão para garantir os benefícios econômicos de seus coronéis.
O resultado? Uma lástima. Comemoram de um jeito estúpido um fato que talvez comportaria melhor uma celebração fúnebre. É o ingresso em uma instituição interessada na grana do aluno, e não na educação dele. Estão sendo enganados. E isso não é lá coisa pra se comemorar. Eis o papel da ignorância no sistema.
Mas, ignorantes, portanto, de todo esse processo que os conduz em cursos que possivelmente em nada acrescerão suas possibilidades no mercado de trabalho, encontram perfeita sintonia entre essa fase pós-adolescente de auto-afirmação da identidade e a possibilidade de ser um cruel e respeitável "veterano", que "sabe das coisas", e que tem o direito de impor esse rito de passagem (do nada pro lugar nenhum) aos seus calouros.
Tudo bem. Exagero com a coisa da passagem do nada pro lugar nenhum. E só vejo algum benefício nessa coisa do trote por reconhecer a exatidão do alerta de Joseph Campbel em "O Poder do Mito", mostrando-nos que a falta de rituais que ajudem os jovens a se tornarem adultos (e terem tal percepção) é parte do que tem levado a juventude ao desbaratino de identidade.
Então, os "pobres" jovens, meio muito perdidos, parece que buscam instintivamente a construção daqueles ritos que signifiquem a passagem pra uma vida adulta, ritos bastante fora de moda nas nossas sociedades.
Acho difícil eles encontrarem isso no prazer de ver o semelhante se esfregar no estrume. Mas, vai saber, com tão poucas bússolas disponíveis, cada doido que crie a sua...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Crise, essa gordinha engraçadinha!
Crise financeira. Funciona mais ou menos assim:
- O capitalismo é um sistema que se assemelha a um sujeito muito gordinho, mas que pra se saciar precisa comer mais, mais, mais e mais ainda. Assim - e só assim - ele fica felizinho. Mas se um dia ele comer o mesmo ou menos do que no dia anterior, pronto: entra em crise, começa a chorar, se debater, dá um pitizinho.
- Logo, logo ele tem que arranjar um jeito de comer mais.
- Baseadas numa ficção total, as empresas tem a impossível missão de lucrar sempre mais do que antes. O crescimento é medido sobre o já crescido anteriormente, e a tarefa é muito mais enganar e simular a capacidade de crescer do que efetivamente crescer. Isso dá dinheiro, o objetivo unívoco da sociedade contemporânea.
- Daí os executivos ultra-remunerados fazem malabarismos impossíveis e ficciosos, as empresas adquirem participações umas das outras, simulam resultados, corrompem auditorias e tudo vai se baseando num sistema dependente do crédito, ou seja, de uma perspectiva futura que é pelo menos superestimada (pra dizer o mínimo).
- Ou seja, é a expectativa do que poderá existir de riqueza no futuro que vai lastreando a falsidade na qual se baseia o crescimento da economia. Mesmo que seja uma expectativa falsa!
- Mas chega uma hora que a coisa dá muito na cara... a ponta da corda, que é a produção efetiva de riquezas, arrebenta (excesso de produção), os sacos de dólares dos operadores do sistema já estão devidamente empaturrados e vem à tona a mentira que simulou um crescimento que, na verdade, é um crescimento futuro e que foi antecipado na marra, pra atender aquela ânsia do capitalismo de comer cada dia mais que ontem - esse fominha desvairado!
- Aí todos se afundam. As pessoas sorriem menos (dizem as pesquisas). A preocupação global se instala e os jornais clamam por novos paradigmas.
- A Sony, por exemplo, está muito mal. Lucrou apenas 100 milhões de dólares em 2008, contra 2 bilhões em 2007. Coitada. Como é triste ter menos do que ontem. Isso é motivo bastante para o sofrimento.
- E os bobos que se endividam para repartir seu dinheiro entre os contratadores do endividamento, os vendedores das desnecessidades e os especuladores do meio do caminho é que perdem seu emprego e expressam a crítica situação com suas estatísticas... O sistema bancário americano teve no ano passado o primeiro trimestre de perdas desde 1990. Isso: eles ganharam dinheiro, muito dinheiro, durante esse tempo todo, e quando a coisa foge um pouquinho da conveniência deles, é crise, corte de empregos, falência com prejuízo aos minoritários.
- Vai entender essa crise. Essa engraçadinha, chamada crise. Essa gordinha inveterada, chamada crise. Essa bolinha que só sabe ameaçar a explosão, mas que na hora "H" dá seu jeitinho e segue seus ciclos de muito comer... Quando será o próximo?
- (Só acho que quando for o último, o do colapso, ela não vai dar essa bandeira toda...)
- O capitalismo é um sistema que se assemelha a um sujeito muito gordinho, mas que pra se saciar precisa comer mais, mais, mais e mais ainda. Assim - e só assim - ele fica felizinho. Mas se um dia ele comer o mesmo ou menos do que no dia anterior, pronto: entra em crise, começa a chorar, se debater, dá um pitizinho.
- Logo, logo ele tem que arranjar um jeito de comer mais.
- Baseadas numa ficção total, as empresas tem a impossível missão de lucrar sempre mais do que antes. O crescimento é medido sobre o já crescido anteriormente, e a tarefa é muito mais enganar e simular a capacidade de crescer do que efetivamente crescer. Isso dá dinheiro, o objetivo unívoco da sociedade contemporânea.
- Daí os executivos ultra-remunerados fazem malabarismos impossíveis e ficciosos, as empresas adquirem participações umas das outras, simulam resultados, corrompem auditorias e tudo vai se baseando num sistema dependente do crédito, ou seja, de uma perspectiva futura que é pelo menos superestimada (pra dizer o mínimo).
- Ou seja, é a expectativa do que poderá existir de riqueza no futuro que vai lastreando a falsidade na qual se baseia o crescimento da economia. Mesmo que seja uma expectativa falsa!
- Mas chega uma hora que a coisa dá muito na cara... a ponta da corda, que é a produção efetiva de riquezas, arrebenta (excesso de produção), os sacos de dólares dos operadores do sistema já estão devidamente empaturrados e vem à tona a mentira que simulou um crescimento que, na verdade, é um crescimento futuro e que foi antecipado na marra, pra atender aquela ânsia do capitalismo de comer cada dia mais que ontem - esse fominha desvairado!
- Aí todos se afundam. As pessoas sorriem menos (dizem as pesquisas). A preocupação global se instala e os jornais clamam por novos paradigmas.
- A Sony, por exemplo, está muito mal. Lucrou apenas 100 milhões de dólares em 2008, contra 2 bilhões em 2007. Coitada. Como é triste ter menos do que ontem. Isso é motivo bastante para o sofrimento.
- E os bobos que se endividam para repartir seu dinheiro entre os contratadores do endividamento, os vendedores das desnecessidades e os especuladores do meio do caminho é que perdem seu emprego e expressam a crítica situação com suas estatísticas... O sistema bancário americano teve no ano passado o primeiro trimestre de perdas desde 1990. Isso: eles ganharam dinheiro, muito dinheiro, durante esse tempo todo, e quando a coisa foge um pouquinho da conveniência deles, é crise, corte de empregos, falência com prejuízo aos minoritários.
- Vai entender essa crise. Essa engraçadinha, chamada crise. Essa gordinha inveterada, chamada crise. Essa bolinha que só sabe ameaçar a explosão, mas que na hora "H" dá seu jeitinho e segue seus ciclos de muito comer... Quando será o próximo?
- (Só acho que quando for o último, o do colapso, ela não vai dar essa bandeira toda...)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Recado do Céu para um Delegado da Polícia Federal?
Gosto de visitar um site que é o blog do Protógenes (http://blogdoprotogenes.com.br/). Em 27/11/2008 ele postou sobre um evento contra a corrupção no Brasil que ocorreu na OAB de Niterói. Pra quem não sabe, Protógenes é aquele Delegado da operação Satiagraha que pos a mão no Daniel Dantas e acabou afastado.
Com isso ele tem percorrido o Brasil numa série de eventos e virou uma espécie de ícone da moralidade, recebendo sempre o apoio de diversas pessoas e entidades, como aconteceu no evento da OAB deNiterói.
O caso é que lá estava presente o Desembargador do TJ-RJ Nagib Slaibi Filho, que fez no seu discurso uma quase oração em forma de poesia. Segundo o relato do blog, levou o Protógenes às lágrimas.
Mas é interessante que essa poesia parece ter sido psicografada por um tal Pérsede, e a identidade do espírito é "um amigo", conforme se pode ver no site do tal Desembargador (http://www.nagib.net/Recadosdoceu/index.htm).
Então, pela beleza do poema, e pelo inusitado de o jurista ler o poema psicografado como incentivo ao delegado - diga-se de passagem, muito apropriado ao caso - segue o poema na íntegra:
CONFIA!
NÃO VÁ SE DISTRAIR!
É APENAS O COMEÇO
DE GRANDE TRAJETÓRIA
QUE DEUS TE CONFIOU.
AÍ ESTÁ A SEARA:
APENAS ARASTE,
NEM A PLANTASTE AINDA,
AINDA NÃO A REGASTE.
E AS SEMENTES ?
SÓ ELE AS DARÁ
EM TEMPO QUE NÃO SABES.
E O QUE IRÁS FAZER
ESTÁ NAS SUAS MÃOS.
NÃO SE DISTRAIA!
NÃO DESISTA!
AINDA QUE DE TODO
NÃO ESTEJAS SATISFEITA,
SAIBA QUE ESTE É O COMEÇO
E QUE DE AGORA EM DIANTE,
COMO TU CONFIASTE,
DEUS FARÁ TUDO A SEU TEMPO,
SEGUE, CONFIA E A VITÓRIA VIRÁ
( RECADOS DO CÉU - Poesias - Recebidas por PÉRSIDE )
Com isso ele tem percorrido o Brasil numa série de eventos e virou uma espécie de ícone da moralidade, recebendo sempre o apoio de diversas pessoas e entidades, como aconteceu no evento da OAB deNiterói.
O caso é que lá estava presente o Desembargador do TJ-RJ Nagib Slaibi Filho, que fez no seu discurso uma quase oração em forma de poesia. Segundo o relato do blog, levou o Protógenes às lágrimas.
Mas é interessante que essa poesia parece ter sido psicografada por um tal Pérsede, e a identidade do espírito é "um amigo", conforme se pode ver no site do tal Desembargador (http://www.nagib.net/Recadosdoceu/index.htm).
Então, pela beleza do poema, e pelo inusitado de o jurista ler o poema psicografado como incentivo ao delegado - diga-se de passagem, muito apropriado ao caso - segue o poema na íntegra:
CONFIA!
NÃO VÁ SE DISTRAIR!
É APENAS O COMEÇO
DE GRANDE TRAJETÓRIA
QUE DEUS TE CONFIOU.
AÍ ESTÁ A SEARA:
APENAS ARASTE,
NEM A PLANTASTE AINDA,
AINDA NÃO A REGASTE.
E AS SEMENTES ?
SÓ ELE AS DARÁ
EM TEMPO QUE NÃO SABES.
E O QUE IRÁS FAZER
ESTÁ NAS SUAS MÃOS.
NÃO SE DISTRAIA!
NÃO DESISTA!
AINDA QUE DE TODO
NÃO ESTEJAS SATISFEITA,
SAIBA QUE ESTE É O COMEÇO
E QUE DE AGORA EM DIANTE,
COMO TU CONFIASTE,
DEUS FARÁ TUDO A SEU TEMPO,
SEGUE, CONFIA E A VITÓRIA VIRÁ
( RECADOS DO CÉU - Poesias - Recebidas por PÉRSIDE )
domingo, 11 de janeiro de 2009
Luzes da luz
Uma vontade antiga é a de refletir um pouco sobre as letras das músicas de Tim e Vanessa, pra mim a principal fonte de música, a que mais me alimenta.
Então seguem aí umas reflexões, verso a verso, de Luzes da Luz. E Tim e Gladston que me perdoem...
(Pra quem quiser ver ou baixar a música e sua letra é só clicar no link a seguir e procurá-la em meio à discografia de Tim e Vanessa: http://www.timevanessa.com.br/site/discografia.htm)
Luzes da Luz
1.Um frêmito da Grande Luz – e luzes jorraram em profusão.
Numa simples agitação da Divindade, na eclosão criadora do Todo que compõe e governa o respiro Universal, jorram, do Deus Poderoso de amor, justiça e bondade, as luzes perfectíveis e tenras que se lançam à tarefa do existir e crescer, por e para misericórdia do Pai, aperfeiçoando a si mesmas.
2.Houve tempo na eternidade; espaço na imensidão.
No propósito de alimentar as recém-natas luzes, permite o Criador o estabelecimento de formas e sensações perecíveis e palpáveis que auxiliem na compreensão da divindade e na percepção de si mesmas, surgindo o espaço-tempo como o marco possível e viabilizador das primeiras aquisições evolutivas.
3.Sustentar a vibração Divina tornou-se o nosso afã.
As luzes, na consciência de que estão no caminho de crescimento e burilamento do espírito, compreendem que uma única e maravilhosa trilha deve ser perseguida, como meta inexorável e duradoura da existência: o caminho da subida pautada nos atributos universais de Deus, que permite assumir a sublime função de cooperadores da Escola Universal.
4.Surgiu a bipolaridade, agora há homem e há mulher.
Como princípio educativo que ensina por meio de diferença, comparação e divisão das responsabilidades, oferta-nos Deus mecanismo sublime para o alcance das metas evolutivas: o das polarizações universais, marcado, sobremaneira, pela capacidade de complementação homem-mulher.
5.Presença, ausência; luz, não-luz; calor, frio; ato, inação.
E no prosseguimento dos matizes conscienciais que permitem aos espíritos a percepção de si mesmos e do Universo que ao mesmo tempo os cerca e permeia, surgem outras sensações que auxiliam no primário desenvolvimento das verdadeiras faculdades espirituais.
6.Dorme mineral, desperta vegetal, segue instintos o animal.
Na madura perfeição do Concerto Universal, coloca a Divindade, nas diferentes formas de estabelecimento do princípio inteligente, o gradiente de adaptação e crescimento da consciência que desperta e se aprimora.
7.O homem se ergue na figura de Adão. Ama, e a aprende a ser o rei da Criação.
Para as luzes cujas histórias se fazem ligadas a certa etapa do governo do Cristo Jesus na Terra, Adão representa, emblematicamente, o início da faina daqueles que já se estabelecem na forma superior às demais criaturas do orbe, como homens, porque já dispõem da possibilidade de exercer o amor, ainda que em imperfeitas formas.
8.Queremos voltar a Ti, oh, Pai! As luzes querem: anseiam a "Mãe-Luz".
E é a divina faculdade do amor que faz com que as luzes possam compreender e almejar a enorme e maravilhosa realidade universal de voltar à Grande Fonte, ao Pai amado, eterno e perfeito; porque as luzes já sabem e querem: pretendem crescer, tornando-se "Mães-Luzes".
9.Luzes perdidas asserenai! Eis o roteiro: segue Jesus.
Assim, para as luzes que ainda lutam contra o princípio do amor, contra a própria centelha Divina que palpita nelas mesmas, a recomendação é imperativa, não obstante serena: necessário é tranqüilizarem-se e perceberem que ódio e oposição a Deus não passam de formas mais lentas e duras de amá-lo plenamente e a se compreender parte dEle mesmo, sintetizando-se a forma mais simples de alcançá-lo numa só instrução: seguir Jesus.
10.Ah, luz da Luz! Ah, Luz das luzes! Luzes da Luz: Segue Jesus!
Alcancemos todos, portanto, a iluminação com Deus! Nós, luzes criadas pela misericórdia d’Aquela Grande Luz, queremos amá-la e a ela voltar, com a prosperidade de nossos espíritos! Ela, com a bondade, a justiça e o amor que a caracterizam, deseja nos receber aperfeiçoados de volta em seu seio, glorificando a perfeição do Pai de amor.
Por isso e para isso, filhos de Deus, – ou luzes da Luz – sigamos Jesus. Eis o roteiro.
Então seguem aí umas reflexões, verso a verso, de Luzes da Luz. E Tim e Gladston que me perdoem...
(Pra quem quiser ver ou baixar a música e sua letra é só clicar no link a seguir e procurá-la em meio à discografia de Tim e Vanessa: http://www.timevanessa.com.br/site/discografia.htm)
Luzes da Luz
1.Um frêmito da Grande Luz – e luzes jorraram em profusão.
Numa simples agitação da Divindade, na eclosão criadora do Todo que compõe e governa o respiro Universal, jorram, do Deus Poderoso de amor, justiça e bondade, as luzes perfectíveis e tenras que se lançam à tarefa do existir e crescer, por e para misericórdia do Pai, aperfeiçoando a si mesmas.
2.Houve tempo na eternidade; espaço na imensidão.
No propósito de alimentar as recém-natas luzes, permite o Criador o estabelecimento de formas e sensações perecíveis e palpáveis que auxiliem na compreensão da divindade e na percepção de si mesmas, surgindo o espaço-tempo como o marco possível e viabilizador das primeiras aquisições evolutivas.
3.Sustentar a vibração Divina tornou-se o nosso afã.
As luzes, na consciência de que estão no caminho de crescimento e burilamento do espírito, compreendem que uma única e maravilhosa trilha deve ser perseguida, como meta inexorável e duradoura da existência: o caminho da subida pautada nos atributos universais de Deus, que permite assumir a sublime função de cooperadores da Escola Universal.
4.Surgiu a bipolaridade, agora há homem e há mulher.
Como princípio educativo que ensina por meio de diferença, comparação e divisão das responsabilidades, oferta-nos Deus mecanismo sublime para o alcance das metas evolutivas: o das polarizações universais, marcado, sobremaneira, pela capacidade de complementação homem-mulher.
5.Presença, ausência; luz, não-luz; calor, frio; ato, inação.
E no prosseguimento dos matizes conscienciais que permitem aos espíritos a percepção de si mesmos e do Universo que ao mesmo tempo os cerca e permeia, surgem outras sensações que auxiliam no primário desenvolvimento das verdadeiras faculdades espirituais.
6.Dorme mineral, desperta vegetal, segue instintos o animal.
Na madura perfeição do Concerto Universal, coloca a Divindade, nas diferentes formas de estabelecimento do princípio inteligente, o gradiente de adaptação e crescimento da consciência que desperta e se aprimora.
7.O homem se ergue na figura de Adão. Ama, e a aprende a ser o rei da Criação.
Para as luzes cujas histórias se fazem ligadas a certa etapa do governo do Cristo Jesus na Terra, Adão representa, emblematicamente, o início da faina daqueles que já se estabelecem na forma superior às demais criaturas do orbe, como homens, porque já dispõem da possibilidade de exercer o amor, ainda que em imperfeitas formas.
8.Queremos voltar a Ti, oh, Pai! As luzes querem: anseiam a "Mãe-Luz".
E é a divina faculdade do amor que faz com que as luzes possam compreender e almejar a enorme e maravilhosa realidade universal de voltar à Grande Fonte, ao Pai amado, eterno e perfeito; porque as luzes já sabem e querem: pretendem crescer, tornando-se "Mães-Luzes".
9.Luzes perdidas asserenai! Eis o roteiro: segue Jesus.
Assim, para as luzes que ainda lutam contra o princípio do amor, contra a própria centelha Divina que palpita nelas mesmas, a recomendação é imperativa, não obstante serena: necessário é tranqüilizarem-se e perceberem que ódio e oposição a Deus não passam de formas mais lentas e duras de amá-lo plenamente e a se compreender parte dEle mesmo, sintetizando-se a forma mais simples de alcançá-lo numa só instrução: seguir Jesus.
10.Ah, luz da Luz! Ah, Luz das luzes! Luzes da Luz: Segue Jesus!
Alcancemos todos, portanto, a iluminação com Deus! Nós, luzes criadas pela misericórdia d’Aquela Grande Luz, queremos amá-la e a ela voltar, com a prosperidade de nossos espíritos! Ela, com a bondade, a justiça e o amor que a caracterizam, deseja nos receber aperfeiçoados de volta em seu seio, glorificando a perfeição do Pai de amor.
Por isso e para isso, filhos de Deus, – ou luzes da Luz – sigamos Jesus. Eis o roteiro.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Solidariedade só aos catarinenses?
Muito se comentou nas últimas semanas sobre a solidariedade do povo brasileiro para com as vítimas das chuvas em Santa Catarina.
O caso é de fato notável e merece aplauso, pois a atitude solidária consiste em abrir mão de algo em favor do semelhante que se mostra necessitado.
Mas algo me intriga: por que não temos essa mesma capacidade caritativa também em relação aos que passam fome, sede, frio ou não tem onde morar durante o tempo todo, e não apenas após esse tipo de catástrofe?
Parece-me que as vítimas catarinenses gozam de uma vantagem em relação àqueles que passam fome na porta das nossas casas. É que pessoas que viviam uma vida "normal" e que foram atingidas por uma catástrofe natural ganham de nós um juízo de que a situação por que passam é injusta. Afinal, - pensamos - poderíamos ser nós mesmos.
Classificar um acontecimento como justo ou injusto é inevitável na nossa condição, mas, a bem da verdade, é exercício impossível de se fazer com precisão. Mais ainda, entender algo injusto significa duvidar da existência de um Deus onisciente e onipotente.
Catarinenses atingidos e mendigos da nossa porta só vivem o que vivem porque assim a Divina Providência entendeu ser o melhor. Na verdade, esses são os exatos pontos a que a lei de causa e efeito os levou, segundo seus atos pretéritos.
A questão é que não conhecemos os fatos anteriores desse jogo de causas e efeitos e nos apegamos ao pouco que enxergamos: pensamos que o mendigo poderia ser um trabalhador, enquanto o barriga verde (para quem não sabe, esse é o gentílico dos nascidos em Santa Catarina) o era...
Qual a conclusão? Devemos concluir que não devemos ajudar as vítimas de SC porque, afinal, elas vivem o que merecem e foram levadas ali pelo seu livre-arbítrio, no sistema da causa e efeito? Claro que não!
A conclusão é que quem quer que sofra conta com a misericórdia divina, que operará na maioria das vezes por meio das mãos humanas que resolvam agir em nome do bem. E que não nos compete medir se quem sofre merece ou não sofrer, se devemos ou não aliviar o sofrimento de quem pudermos.
O ideal é que façamos opção por fazer o bem a quem quer que necessite, pela crença absoluta de que a dor no mundo é escola de redenção e que o alívio oferecido é sempre oportunidade de reparar equívocos passados, feito a favor de quem quer que seja.
Quem sabe, na ação humana que busca atenuar o sofrimento alheio reside o maior progresso que o homem pode alcançar, não importando a origem da dor. Importa sim, a capacidade de empatia com o sofrimento do outro e a consequente capacidade de lhe valer, como quer que seja.
O caso é de fato notável e merece aplauso, pois a atitude solidária consiste em abrir mão de algo em favor do semelhante que se mostra necessitado.
Mas algo me intriga: por que não temos essa mesma capacidade caritativa também em relação aos que passam fome, sede, frio ou não tem onde morar durante o tempo todo, e não apenas após esse tipo de catástrofe?
Parece-me que as vítimas catarinenses gozam de uma vantagem em relação àqueles que passam fome na porta das nossas casas. É que pessoas que viviam uma vida "normal" e que foram atingidas por uma catástrofe natural ganham de nós um juízo de que a situação por que passam é injusta. Afinal, - pensamos - poderíamos ser nós mesmos.
Classificar um acontecimento como justo ou injusto é inevitável na nossa condição, mas, a bem da verdade, é exercício impossível de se fazer com precisão. Mais ainda, entender algo injusto significa duvidar da existência de um Deus onisciente e onipotente.
Catarinenses atingidos e mendigos da nossa porta só vivem o que vivem porque assim a Divina Providência entendeu ser o melhor. Na verdade, esses são os exatos pontos a que a lei de causa e efeito os levou, segundo seus atos pretéritos.
A questão é que não conhecemos os fatos anteriores desse jogo de causas e efeitos e nos apegamos ao pouco que enxergamos: pensamos que o mendigo poderia ser um trabalhador, enquanto o barriga verde (para quem não sabe, esse é o gentílico dos nascidos em Santa Catarina) o era...
Qual a conclusão? Devemos concluir que não devemos ajudar as vítimas de SC porque, afinal, elas vivem o que merecem e foram levadas ali pelo seu livre-arbítrio, no sistema da causa e efeito? Claro que não!
A conclusão é que quem quer que sofra conta com a misericórdia divina, que operará na maioria das vezes por meio das mãos humanas que resolvam agir em nome do bem. E que não nos compete medir se quem sofre merece ou não sofrer, se devemos ou não aliviar o sofrimento de quem pudermos.
O ideal é que façamos opção por fazer o bem a quem quer que necessite, pela crença absoluta de que a dor no mundo é escola de redenção e que o alívio oferecido é sempre oportunidade de reparar equívocos passados, feito a favor de quem quer que seja.
Quem sabe, na ação humana que busca atenuar o sofrimento alheio reside o maior progresso que o homem pode alcançar, não importando a origem da dor. Importa sim, a capacidade de empatia com o sofrimento do outro e a consequente capacidade de lhe valer, como quer que seja.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Eu adoro essa reflexão...
"O paradoxo conhecido como o asno de Buridan não foi originado pelo próprio Buridan. É encontrado na obra De Caelo, de Aristóteles, onde o autor pergunta como um cão diante de duas refeições igualmente tentadoras poderia racionalmente escolher entre elas.
Buridan em nenhum momento discute este problema específico mas sua relevância é que ele defende um determinismo moral pelo qual, salvo por ignorância ou impedimento, um ser humano diante de cursos alternativos de ação deve sempre escolher o maior bem. Buridan defendia que a escolha devia ser adiada até que se tivesse mais informação sobre o resultado de cada ação possível. Escritores posteriores satirizaram este ponto de vista imaginando um burro que, diante de dois montes de feno igualmente acessíveis e apetitosos, deveria deter-se enquanto pondera por uma decisão."
"O paradoxo conhecido como o asno de Buridan não foi originado pelo próprio Buridan. É encontrado na obra De Caelo, de Aristóteles, onde o autor pergunta como um cão diante de duas refeições igualmente tentadoras poderia racionalmente escolher entre elas.
Buridan em nenhum momento discute este problema específico mas sua relevância é que ele defende um determinismo moral pelo qual, salvo por ignorância ou impedimento, um ser humano diante de cursos alternativos de ação deve sempre escolher o maior bem. Buridan defendia que a escolha devia ser adiada até que se tivesse mais informação sobre o resultado de cada ação possível. Escritores posteriores satirizaram este ponto de vista imaginando um burro que, diante de dois montes de feno igualmente acessíveis e apetitosos, deveria deter-se enquanto pondera por uma decisão."
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