Olá, amigos.
Aproveito o feriado pra postar mais uma das músicas cantadas no lançamento do CD "COMEBH - 25 anos".
É "Quando eu penso em Jesus", belíssima canção também de autoria do Willi de Barros. Como vocês poderão ver no vídeo, foi uma energia gostosa demais, o público cantando, todo mundo envolvido, enfim, foi um encerramento com chave de ouro de um fim de semana gostoso demais.
Ainda bem que está o registro aí pra quem não foi poder aproveitar um pouquinho.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Quando eu penso em Jesus
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Em cântaros, bebemos todos.
Olá, amigos queridos.
Nos últimos dias 7 e 8 de agosto, sábado e domingo passados, tivemos duas apresentações da dupla Tim e Vanessa em Belo Horizonte. Além da sempre tão prazerosa oportunidade de estarmos reunidos para cantar essas músicas que fazem parte das nossas vidas, celebramos também os 10 anos de trabalho da dupla.
Aliás, já os convido a conferir o post que o Tim fez no blog "Artefazendo o Belo Bom" sobre isso. Clique aqui para ler.
Foram ocasiões muito especiais e eu tenho certeza de que todos concordam que os momentos mais emocionantes são aqueles em que os presentes cantam juntos, quando sentimos irradiar uma energia muito forte e serena, algo que nos alimenta intimamente.
Houve também a inovação da transmissão do evento pela Internet, o que parece ter sido muito bom para quem está longe, apesar das limitações técnicas enfrentadas, naturais numa primeira experiência. Quem acompanhou pela Web poderia contar aqui pra gente o que achou.
Mas o post de hoje serve tanto para agradecer aos que estiveram conosco e aos que nos acompanharam à distância, contribuindo de alguma forma para o evento - seja com o trabalho, com a presença, com o carinho, com as vibrações, enfim - quanto serve também para refletir uma vez mais sobre a importância dessas atividades pra gente mesmo, pelo que tomarei por foco a participação do Coral da Mocidade da Sociedade Espírita Maria Nunes - SEMAN, que fez uma deliciosa abertura para as apresentações.
Nesse ponto, cabe sugerir que o amigo leitor confira algumas fotos da apresentação de domingo, a seguir:
Cântaro é um vaso para água e a alusão feita no título do post a essa vasilha, usada para ajudar a matar a sede, é muito propícia ao nosso caso, já que temos todos sede da água da vida, e já que o canto, com o perdão pelo trocadilho, se afigura para nós como uma das mais importantes ferramentas disponíveis para saciar - ou ao menos amenizar - essa sede.
Uma das músicas até então inéditas que Tim e Vanessa apresentaram nesse fim de semana se chama justamente Cântaro, e ela narra de maneira muito poética e sensível o encontro de Jesus com a mulher que está junto ao poço em busca de água. Jesus oferece a ela a água da vida.
Fiquei sabendo também que já temos chegando aí um novo trabalho musical que vai levar esse mesmo nome, algo pensado antes mesmo de essa música ter sido divulgada. É muito legal essa expansão de trabalhos no campo da arte.
Mas vejamos o que significou a comunhão conosco, no último fim de semana, do Coral da Mocidade da SEMAN. Misturamos energias complementares e pudemos registrar maneiras diferentes de vivenciar a música que eleva a nossa vibração, com tanto carinho.
O que esses dois trabalhos têm em comum, como também têm em comum com outros trabalhos semelhantes? Penso que é essa energia sincera, essa percepção de que toda essa movimentação serve, antes de mais nada, como repositório da água que procuramos pra matar a nossa prípria sede e, depois, serve de oportunidade para entrarmos em comunhão com aqueles que estão na mesma busca, o que dá mais sentido a tudo.
Ver tantos jovens reunidos e dedicados a cantarem músicas que falam de amor, e vê-los depois sentarem-se à frente do palco para se entregarem à apresentação de Tim e Vanessa foi um grande prêmio. A satisfação é enorme, pois estar junto dessa turma que vibra em sintonia conosco é algo cujos benefícios não se pode mensurar, e nem sei se eles puderam perceber o quanto foi gostoso pra gente tê-los por lá.
Muito gentis, eles se mostraram bastante gratos pela oportunidade de estarem ali com Tim e Vanessa, mas nós também agradecemos pela presença carinhosa e comprometida deles, que abrilhantou as noites, "esquentando" o público.
A conclusão, portanto, é inevitável: temos mesmo é que agradecer todos ao Pai, por permitir tenhamos em mãos essa pequena bússola materializada em música, em meio a "um mundo que tanto padece".
Caminhamos juntos ali, e reforçando o entendimento de que descobrimos que somos felizes quando percebemos que temos uns aos outros, convido-os, enfim, a assistirem um vídeo da música "Caminhando juntos", outra canção até então inédita, apresentada por Tim e Vanessa no último fim de semana. O vídeo foi feito num dos ensaios que fizemos para as apresentações e tem o Tim, a Vanessa, eu no violão, o Rafael no contrabaixo e o André na percussão:
Que os nossos trabalhos se expandam naquilo que possuírem de útil, e que saibamos recuar dos holofotes, direcionando-os para o Evangelho, pois disse Jesus:
Nos últimos dias 7 e 8 de agosto, sábado e domingo passados, tivemos duas apresentações da dupla Tim e Vanessa em Belo Horizonte. Além da sempre tão prazerosa oportunidade de estarmos reunidos para cantar essas músicas que fazem parte das nossas vidas, celebramos também os 10 anos de trabalho da dupla.
Aliás, já os convido a conferir o post que o Tim fez no blog "Artefazendo o Belo Bom" sobre isso. Clique aqui para ler.
Foram ocasiões muito especiais e eu tenho certeza de que todos concordam que os momentos mais emocionantes são aqueles em que os presentes cantam juntos, quando sentimos irradiar uma energia muito forte e serena, algo que nos alimenta intimamente.
Houve também a inovação da transmissão do evento pela Internet, o que parece ter sido muito bom para quem está longe, apesar das limitações técnicas enfrentadas, naturais numa primeira experiência. Quem acompanhou pela Web poderia contar aqui pra gente o que achou.
Mas o post de hoje serve tanto para agradecer aos que estiveram conosco e aos que nos acompanharam à distância, contribuindo de alguma forma para o evento - seja com o trabalho, com a presença, com o carinho, com as vibrações, enfim - quanto serve também para refletir uma vez mais sobre a importância dessas atividades pra gente mesmo, pelo que tomarei por foco a participação do Coral da Mocidade da Sociedade Espírita Maria Nunes - SEMAN, que fez uma deliciosa abertura para as apresentações.
Nesse ponto, cabe sugerir que o amigo leitor confira algumas fotos da apresentação de domingo, a seguir:
![]() |
| Tim e Vanessa - apresentação dia 08/08/2010 em BH |
Cântaro é um vaso para água e a alusão feita no título do post a essa vasilha, usada para ajudar a matar a sede, é muito propícia ao nosso caso, já que temos todos sede da água da vida, e já que o canto, com o perdão pelo trocadilho, se afigura para nós como uma das mais importantes ferramentas disponíveis para saciar - ou ao menos amenizar - essa sede.
Uma das músicas até então inéditas que Tim e Vanessa apresentaram nesse fim de semana se chama justamente Cântaro, e ela narra de maneira muito poética e sensível o encontro de Jesus com a mulher que está junto ao poço em busca de água. Jesus oferece a ela a água da vida.
Fiquei sabendo também que já temos chegando aí um novo trabalho musical que vai levar esse mesmo nome, algo pensado antes mesmo de essa música ter sido divulgada. É muito legal essa expansão de trabalhos no campo da arte.
Mas vejamos o que significou a comunhão conosco, no último fim de semana, do Coral da Mocidade da SEMAN. Misturamos energias complementares e pudemos registrar maneiras diferentes de vivenciar a música que eleva a nossa vibração, com tanto carinho.
O que esses dois trabalhos têm em comum, como também têm em comum com outros trabalhos semelhantes? Penso que é essa energia sincera, essa percepção de que toda essa movimentação serve, antes de mais nada, como repositório da água que procuramos pra matar a nossa prípria sede e, depois, serve de oportunidade para entrarmos em comunhão com aqueles que estão na mesma busca, o que dá mais sentido a tudo.
Ver tantos jovens reunidos e dedicados a cantarem músicas que falam de amor, e vê-los depois sentarem-se à frente do palco para se entregarem à apresentação de Tim e Vanessa foi um grande prêmio. A satisfação é enorme, pois estar junto dessa turma que vibra em sintonia conosco é algo cujos benefícios não se pode mensurar, e nem sei se eles puderam perceber o quanto foi gostoso pra gente tê-los por lá.
Muito gentis, eles se mostraram bastante gratos pela oportunidade de estarem ali com Tim e Vanessa, mas nós também agradecemos pela presença carinhosa e comprometida deles, que abrilhantou as noites, "esquentando" o público.
A conclusão, portanto, é inevitável: temos mesmo é que agradecer todos ao Pai, por permitir tenhamos em mãos essa pequena bússola materializada em música, em meio a "um mundo que tanto padece".
Caminhamos juntos ali, e reforçando o entendimento de que descobrimos que somos felizes quando percebemos que temos uns aos outros, convido-os, enfim, a assistirem um vídeo da música "Caminhando juntos", outra canção até então inédita, apresentada por Tim e Vanessa no último fim de semana. O vídeo foi feito num dos ensaios que fizemos para as apresentações e tem o Tim, a Vanessa, eu no violão, o Rafael no contrabaixo e o André na percussão:
Que os nossos trabalhos se expandam naquilo que possuírem de útil, e que saibamos recuar dos holofotes, direcionando-os para o Evangelho, pois disse Jesus:
"Assim, resplandeça vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus". (Mt, 5:16).
**OBSERVAÇÃO: pra quem eventualmente não saiba, Tim e Vanessa formam uma dupla que divulga músicas espíritas e cujo trabalho pode ser conhecido em www.timevanessa.com.br. Sempre que possível, eu os acompanho em suas apresentações, auxiliando com mais um violão, bem como os outros amigos que aparecem no vídeo.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Liberdade, igualdade e fraternidade
Liberdade, igualdade e fraternidade são os três princípios que melhor sintetizam as aspirações do mundo moderno.
Para alguns, foi a forma laica encontrada para substituir a trindade católica do Pai, do Filho e do Espírito Santo, desde que a sociedade ocidental, para caminhar com pernas do próprio livre-arbítrio, se libertou do jugo de um pretenso Deus exigente e que concedia parcela de seu poder a uns poucos reinóis.
Logo após as Revoluções do século XVIII, predominou o princípio da liberdade, eximindo-se os Estados o quanto possível das intervenções nas sociedades. O excesso de liberdade, porém, deixou duras marcas, emergindo as formas de organização social mais degradantes da dignidade humana até hoje conhecidas, no contexto das Revoluções Industriais, em que o homem explorava o seu igual ao limite extremo.
Tomou corpo no final do século XIX e início do XX, então, uma maneira diferente de pensar, voltada para a discrepância social estabelecida e preocupada com as condições em que estavam lançados os indivíduos, de maneira que os Estados foram instados a interferir na organização humana com vistas a garantir um mínimo existencial a todos, numa tentativa primeira de universalização dos valores básicos como saúde, transporte, alimentação.
Mesmo assim, as sociedades continuaram cambaleantes em sua organização e as monstruosas grandes guerras demonstraram como conceitos corretos, se interpretados equivocadamente, podem conduzir nações inteiras ao despautério e ao desequilíbrio. Ademais, ainda que dentro de uma mesma sociedade, a contraposição das experiências capitalista e socialista permitia entrever o quanto liberdade e igualdade, em última análise, são valores antagônicos, sendo um cerceador do exercício do outro, e restando sempre ao arbítrio dos grupos que liderassem cada país definir uma orientação de maior liberdade, com enormes diferenças sociais, ou de maior igualdade, com o cruel sufocamento das liberdades.
Ambas as experiências extremas, contudo, mostraram - e seguem mostrando - o quanto a liberdade ou a igualdade, sozinhas, carecem de orientação para que possam guiar sem desequilíbrio o curso das experiências de um povo.
Assim, após mais de 2 séculos de fixação sofrida da igualdade e da liberdade, eis que a fraternidade passa com mais vigor a penetrar gradual e profundamente nas organizações humanas, sendo paulatinamente evocada e aplicada na busca de soluções para o "universo" de problemas que o mundo enfrenta.
Valor destinado a dosar os outros dois, cumpre a fraternidade o vital papel de equilibrar, em cada contexto, a conduta adequada, permitindo que igualdade e liberdade sejam elementos em saudável cotejo para o equilíbrio das relações humanas.
A fraternidade consiste no estabelecimento do laço de irmãos entre pessoas que não o são do ponto de vista físico. Pautadas por ela, uns homens estendem seus braços aos outros, doando um pouco de sua liberdade ou de sua igualdade, pois compreendem a necessidade do próximo e se realizam, por meio do princípio fraternal, ao disporem livre e conscientemente do que já possuem em favor dele.
Dos três vértices desse triângulo, a fraternidade ocupa o superior. É responsável por mediar a tensão inevitável entre liberdade e igualdade, e o faz de maneira calma e serena, pois atua para conferir a cada um a condição de enxergar, por si mesmo, a melhor forma de manejar os valores do mundo em função do bem comum.
A pauta axiológica se integra no equilíbrio que apenas a tríade dos valores poderia oferecer, e tudo vai se tornando mais claro à medida que cada um dos princípios sai da posição de exagero. É como se o triângulo fosse deixando, aos poucos, a estranha "formação escalena", rumando ao equilátero inevitável e perfeito.
Juntos e equilibrados, esses três princípios, então, asseguram a dignidade humana e fundamentam o desenvolvimento moral das criaturas, conduzindo os homens a exercitarem o amor no auxílio mútuo a que se lançam, inevitavelmente, como tarefa inescusável dos corações dedicados ao próprio burilamento. Vem à tona, irresistível, a conclusão de que o homem é um fim em si mesmo.
Aguardemos, pois. E sejamos capazes de dar à fraternidade o século que demos à liberdade e à igualdade, e veremos do que ela é capaz.
As transformações oriundas da fraternidade já irradiam em toda a parte, conduzem a toda a gente e, sem que percebamos, já estaremos sendo carregados por ela. Já é assim.
Porque assim mesmo é a fraternidade: uma bandeira que pensamos conduzir, mas que na verdade conduz a todos nós no caminho da harmonia e da felicidade a que estamos - todos - destinados.
Mais cedo ou mais tarde, a depender de nós.
Estamos QUASE lá. Ou de alguma maneira já chegamos?
Para alguns, foi a forma laica encontrada para substituir a trindade católica do Pai, do Filho e do Espírito Santo, desde que a sociedade ocidental, para caminhar com pernas do próprio livre-arbítrio, se libertou do jugo de um pretenso Deus exigente e que concedia parcela de seu poder a uns poucos reinóis.
Logo após as Revoluções do século XVIII, predominou o princípio da liberdade, eximindo-se os Estados o quanto possível das intervenções nas sociedades. O excesso de liberdade, porém, deixou duras marcas, emergindo as formas de organização social mais degradantes da dignidade humana até hoje conhecidas, no contexto das Revoluções Industriais, em que o homem explorava o seu igual ao limite extremo.
Tomou corpo no final do século XIX e início do XX, então, uma maneira diferente de pensar, voltada para a discrepância social estabelecida e preocupada com as condições em que estavam lançados os indivíduos, de maneira que os Estados foram instados a interferir na organização humana com vistas a garantir um mínimo existencial a todos, numa tentativa primeira de universalização dos valores básicos como saúde, transporte, alimentação.
Mesmo assim, as sociedades continuaram cambaleantes em sua organização e as monstruosas grandes guerras demonstraram como conceitos corretos, se interpretados equivocadamente, podem conduzir nações inteiras ao despautério e ao desequilíbrio. Ademais, ainda que dentro de uma mesma sociedade, a contraposição das experiências capitalista e socialista permitia entrever o quanto liberdade e igualdade, em última análise, são valores antagônicos, sendo um cerceador do exercício do outro, e restando sempre ao arbítrio dos grupos que liderassem cada país definir uma orientação de maior liberdade, com enormes diferenças sociais, ou de maior igualdade, com o cruel sufocamento das liberdades.
Ambas as experiências extremas, contudo, mostraram - e seguem mostrando - o quanto a liberdade ou a igualdade, sozinhas, carecem de orientação para que possam guiar sem desequilíbrio o curso das experiências de um povo.
Assim, após mais de 2 séculos de fixação sofrida da igualdade e da liberdade, eis que a fraternidade passa com mais vigor a penetrar gradual e profundamente nas organizações humanas, sendo paulatinamente evocada e aplicada na busca de soluções para o "universo" de problemas que o mundo enfrenta.
Valor destinado a dosar os outros dois, cumpre a fraternidade o vital papel de equilibrar, em cada contexto, a conduta adequada, permitindo que igualdade e liberdade sejam elementos em saudável cotejo para o equilíbrio das relações humanas.
A fraternidade consiste no estabelecimento do laço de irmãos entre pessoas que não o são do ponto de vista físico. Pautadas por ela, uns homens estendem seus braços aos outros, doando um pouco de sua liberdade ou de sua igualdade, pois compreendem a necessidade do próximo e se realizam, por meio do princípio fraternal, ao disporem livre e conscientemente do que já possuem em favor dele.
Dos três vértices desse triângulo, a fraternidade ocupa o superior. É responsável por mediar a tensão inevitável entre liberdade e igualdade, e o faz de maneira calma e serena, pois atua para conferir a cada um a condição de enxergar, por si mesmo, a melhor forma de manejar os valores do mundo em função do bem comum.
A pauta axiológica se integra no equilíbrio que apenas a tríade dos valores poderia oferecer, e tudo vai se tornando mais claro à medida que cada um dos princípios sai da posição de exagero. É como se o triângulo fosse deixando, aos poucos, a estranha "formação escalena", rumando ao equilátero inevitável e perfeito.
Juntos e equilibrados, esses três princípios, então, asseguram a dignidade humana e fundamentam o desenvolvimento moral das criaturas, conduzindo os homens a exercitarem o amor no auxílio mútuo a que se lançam, inevitavelmente, como tarefa inescusável dos corações dedicados ao próprio burilamento. Vem à tona, irresistível, a conclusão de que o homem é um fim em si mesmo.
Aguardemos, pois. E sejamos capazes de dar à fraternidade o século que demos à liberdade e à igualdade, e veremos do que ela é capaz.
As transformações oriundas da fraternidade já irradiam em toda a parte, conduzem a toda a gente e, sem que percebamos, já estaremos sendo carregados por ela. Já é assim.
Porque assim mesmo é a fraternidade: uma bandeira que pensamos conduzir, mas que na verdade conduz a todos nós no caminho da harmonia e da felicidade a que estamos - todos - destinados.
Mais cedo ou mais tarde, a depender de nós.
Estamos QUASE lá. Ou de alguma maneira já chegamos?
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sábado, 17 de julho de 2010
Novidades Viajante do Universo
Prezados amigos, bom dia.
Escrevo para convidá-los a conhecer as novidades que estão em nosso site. Confira:
- MP3 da música "Verdades".
- MP3 da música "Se espalha ao vento".
- Vídeo da música "Nós", de autoria de Rodrigo Almeida.
- Vídeo da nova música "Um sonho bom".
- Vídeo da nova música "Quase" (incluído em 19/07/2010).
Também é possível baixar as cifras de Verdades e Se espalha ao vento.
Além disso, essa semana o Blog recebeu novas postagens (verifique abaixo), e temos no ar também um vídeo da música Viajante do Universo interpretada por mim junto com a minha sobrinha Isabela.
Bom fim de semana a todos e obrigado por estar conosco.
Abraços!
Escrevo para convidá-los a conhecer as novidades que estão em nosso site. Confira:
- MP3 da música "Verdades".
- MP3 da música "Se espalha ao vento".
- Vídeo da música "Nós", de autoria de Rodrigo Almeida.
- Vídeo da nova música "Um sonho bom".
- Vídeo da nova música "Quase" (incluído em 19/07/2010).
Também é possível baixar as cifras de Verdades e Se espalha ao vento.
Além disso, essa semana o Blog recebeu novas postagens (verifique abaixo), e temos no ar também um vídeo da música Viajante do Universo interpretada por mim junto com a minha sobrinha Isabela.
Bom fim de semana a todos e obrigado por estar conosco.
Abraços!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nova música - Verdades
Olá, amigos.
Coloquei uma música nova no youtube, e normalmente isso não seria motivo pra um post aqui no Blog.
Mas... há uma situação particular que eu gostaria de compartilhar com os amigos e - penso eu - fará especial sentido para alguns.
Ontem, domingo, fiz uma sequência de acordes que registrei pela manhã, sem maiores inspirações.
Depois, em resposta ao e-mail que mandei para várias pessoas falando sobre o site novo, recebi uma resposta da Juliana Garcia, "antiga" amiga de BH, dizendo ter visto o site etc.
Eu e a Juliana fizemos uma música juntos há mais de 10 anos. É a música "Despertar", que foi gravada no ano 2000, naquele primeiro CD Viajante do Universo, e que pode ser ouvida clicando aqui.
A Juliana também comentou que estava escrevendo mais algumas coisas e mandou uma letra nova, intitulada "Verdades". Imediatamente, pensei que poderia ter a ver com a inspiração da manhã, e apesar de eu estar me sentindo bem fora de sintonia, acabou saindo essa nova música, cujo vídeo posto a seguir:
E o que há de especial? Bem, talvez nada, e espero apenas que gostem da música.
Mas especificamente para certo grupo de amigos que vem se reunindo desde 1998, mais ou menos, e para os quais a música "Despertar" quem sabe representou alguma parcela do que vivíamos em grupo, em nossos trabalhos no movimento espírita de então, penso que talvez exista, comparando-se as situações, uma proporcionalidade dessa nova música em relação ao momento atual.
O tempo passa. As coisas mudam. Mas a percepção de que há algo coletivo a ser implementado continua "importunando" muitos de nós, e o movimento de busca mútua vai se manifestando como expressão da bondade Divina, a nos colocar no encalço de situações que possam representar as melhores oportunidades de crescimento para cada um.
Ontem, o deslumbramento da descoberta, o "despertar" de um sentido. Hoje, a percepção mais madura das dificuldades, mais realista das necessidades, enfim, outras "verdades". (E, aliás, onde elas estão?)
Ainda bem que durante todo esse tempo novas e imprescindíveis personalidades vêm se juntando às nossas experiências coletivas, de modo que, enriquecidos de amigos e de experiências, conservamos a esperança de êxito na seara para a qual nos oferecemos e na qual nos mantemos erguidos tão somente porque somos, sempre, amparados por esses muitos amigos, desse e do outro plano.
Abraços a todos.
*** Em tempo: vale registrar que hoje, num lance de muita cara de pau (rs), eu mostrei essa música para os amigos do Grupo BEM, do Espírito Santo, porque imaginei que tem muito a ver com a energia deles. Será? Bom, fiz a sugestão, porque eu não poderia deixar de dizer... Mas que é cara de pau, isso é, hehehe... Contudo, é como se eu já conseguisse ouví-los tocar a música, num arranjo cheio de energia... Quem sabe?
Coloquei uma música nova no youtube, e normalmente isso não seria motivo pra um post aqui no Blog.
Mas... há uma situação particular que eu gostaria de compartilhar com os amigos e - penso eu - fará especial sentido para alguns.
Ontem, domingo, fiz uma sequência de acordes que registrei pela manhã, sem maiores inspirações.
Depois, em resposta ao e-mail que mandei para várias pessoas falando sobre o site novo, recebi uma resposta da Juliana Garcia, "antiga" amiga de BH, dizendo ter visto o site etc.
Eu e a Juliana fizemos uma música juntos há mais de 10 anos. É a música "Despertar", que foi gravada no ano 2000, naquele primeiro CD Viajante do Universo, e que pode ser ouvida clicando aqui.
A Juliana também comentou que estava escrevendo mais algumas coisas e mandou uma letra nova, intitulada "Verdades". Imediatamente, pensei que poderia ter a ver com a inspiração da manhã, e apesar de eu estar me sentindo bem fora de sintonia, acabou saindo essa nova música, cujo vídeo posto a seguir:
E o que há de especial? Bem, talvez nada, e espero apenas que gostem da música.
Mas especificamente para certo grupo de amigos que vem se reunindo desde 1998, mais ou menos, e para os quais a música "Despertar" quem sabe representou alguma parcela do que vivíamos em grupo, em nossos trabalhos no movimento espírita de então, penso que talvez exista, comparando-se as situações, uma proporcionalidade dessa nova música em relação ao momento atual.
O tempo passa. As coisas mudam. Mas a percepção de que há algo coletivo a ser implementado continua "importunando" muitos de nós, e o movimento de busca mútua vai se manifestando como expressão da bondade Divina, a nos colocar no encalço de situações que possam representar as melhores oportunidades de crescimento para cada um.
Ontem, o deslumbramento da descoberta, o "despertar" de um sentido. Hoje, a percepção mais madura das dificuldades, mais realista das necessidades, enfim, outras "verdades". (E, aliás, onde elas estão?)
Ainda bem que durante todo esse tempo novas e imprescindíveis personalidades vêm se juntando às nossas experiências coletivas, de modo que, enriquecidos de amigos e de experiências, conservamos a esperança de êxito na seara para a qual nos oferecemos e na qual nos mantemos erguidos tão somente porque somos, sempre, amparados por esses muitos amigos, desse e do outro plano.
Abraços a todos.
*** Em tempo: vale registrar que hoje, num lance de muita cara de pau (rs), eu mostrei essa música para os amigos do Grupo BEM, do Espírito Santo, porque imaginei que tem muito a ver com a energia deles. Será? Bom, fiz a sugestão, porque eu não poderia deixar de dizer... Mas que é cara de pau, isso é, hehehe... Contudo, é como se eu já conseguisse ouví-los tocar a música, num arranjo cheio de energia... Quem sabe?
terça-feira, 15 de junho de 2010
Eventos de arte espírita pelo Brasil
Há alguns anos tenho participado de diversos eventos de arte espírita, em variadas cidades do Brasil.
Isso se soma às notícias de muitos outros eventos que sempre acontecem, e fico com a impressão de que essa movimentação tem crescido e muito.
São variados formatos. Alguns eventos contam "só" com a música; outros abrangem o teatro, a poesia, a expressão corporal etc. Alguns são mais simples, outros mais bem elaborados; uns acontecem nas próprias casas espíritas, outros são realizados em teatros ou salões.
Em regra, são capitaneados por jovens, mas contam com o apoio crescente dos dirigentes e demais frequentadores das casas espíritas.
O registro que quero fazer é sobre como é importante essa movimentação. Muitas vezes nem parece algo concatenado, mas creio que o seja, pois a fonte da qual verte essa tendência possivelmente é a dos próprios espíritos que pretendem nos ajudar na tarefa de iluminação, também por meio da arte.
Quando nos reunimos para cantar e fazer essas outras atividades artísticas, acendemos aquela chama de sentimento que nos auxilia a equilibrar nossa espiritualidade, nossos sentidos. É o que se pode chamar de formação de ambiente espiritualizante, algo tão favorecido pela força da arte.
A energia criadora que todos temos, e que cada um precisa exercitar ao seu modo, encontra, nas expressões artísticas, um veículo muito adequado para se realizar. E não deve ser outro o motivo das lágrimas e demais sentimentos bons que nos dominam quando nos entregamos a essas atividades.
Se você tiver a oportunidade, participe, promova, incentive, fomente eventos assim. Pode ser um encontro simples, que reúne os companheiros da casa espírita numa tarde pra cada um dividir um pouco dos seus talentos. Ou pode ser alguma atividade mais elaborada, com a participação de companheiros que militam em outras frentes, para enriquecer a troca de experiências. Pode ser, ainda, a simples utilização da música nas casas espíritas, antes ou depois da palestra pública, por exemplo. As iniciativas mais simples, aliás, muitas vezes são as mais tocantes.
Os frutos têm sido muitos. E eu aproveito para externar minha gratidão aos companheiros que tenho encontrado realizando algo desse tipo em diversos lugares. Para mencionar os mais recentes, cito a Apresentação do Grupo Verbos de Versos em Nova Lima, a Mostra de Arte Espírita de Cataguases, o I Sarau da Casa Espírita em Juiz de Fora, o VII Festival de Música Espírita de Bicas e o VII Unificarte, em Barra Mansa.
A impressão geral é de muita satisfação dos envolvidos, e acredito que esses eventos estão bem interligados uns aos outros, ainda que assim não pareça, e seguirão crescendo mais e mais, permitindo-nos alcançar o duplo objetivo de promover o ambiente espiritualizante por meio das melodias e divulgar as máximas do Evangelho com as mensagens e reflexões que procuramos transmitir.
Veja, no nosso álbum de fotos, registros de alguns desses eventos. Clique aqui.
Isso se soma às notícias de muitos outros eventos que sempre acontecem, e fico com a impressão de que essa movimentação tem crescido e muito.
São variados formatos. Alguns eventos contam "só" com a música; outros abrangem o teatro, a poesia, a expressão corporal etc. Alguns são mais simples, outros mais bem elaborados; uns acontecem nas próprias casas espíritas, outros são realizados em teatros ou salões.
Em regra, são capitaneados por jovens, mas contam com o apoio crescente dos dirigentes e demais frequentadores das casas espíritas.
O registro que quero fazer é sobre como é importante essa movimentação. Muitas vezes nem parece algo concatenado, mas creio que o seja, pois a fonte da qual verte essa tendência possivelmente é a dos próprios espíritos que pretendem nos ajudar na tarefa de iluminação, também por meio da arte.
Quando nos reunimos para cantar e fazer essas outras atividades artísticas, acendemos aquela chama de sentimento que nos auxilia a equilibrar nossa espiritualidade, nossos sentidos. É o que se pode chamar de formação de ambiente espiritualizante, algo tão favorecido pela força da arte.
A energia criadora que todos temos, e que cada um precisa exercitar ao seu modo, encontra, nas expressões artísticas, um veículo muito adequado para se realizar. E não deve ser outro o motivo das lágrimas e demais sentimentos bons que nos dominam quando nos entregamos a essas atividades.
Se você tiver a oportunidade, participe, promova, incentive, fomente eventos assim. Pode ser um encontro simples, que reúne os companheiros da casa espírita numa tarde pra cada um dividir um pouco dos seus talentos. Ou pode ser alguma atividade mais elaborada, com a participação de companheiros que militam em outras frentes, para enriquecer a troca de experiências. Pode ser, ainda, a simples utilização da música nas casas espíritas, antes ou depois da palestra pública, por exemplo. As iniciativas mais simples, aliás, muitas vezes são as mais tocantes.
Os frutos têm sido muitos. E eu aproveito para externar minha gratidão aos companheiros que tenho encontrado realizando algo desse tipo em diversos lugares. Para mencionar os mais recentes, cito a Apresentação do Grupo Verbos de Versos em Nova Lima, a Mostra de Arte Espírita de Cataguases, o I Sarau da Casa Espírita em Juiz de Fora, o VII Festival de Música Espírita de Bicas e o VII Unificarte, em Barra Mansa.
A impressão geral é de muita satisfação dos envolvidos, e acredito que esses eventos estão bem interligados uns aos outros, ainda que assim não pareça, e seguirão crescendo mais e mais, permitindo-nos alcançar o duplo objetivo de promover o ambiente espiritualizante por meio das melodias e divulgar as máximas do Evangelho com as mensagens e reflexões que procuramos transmitir.
Veja, no nosso álbum de fotos, registros de alguns desses eventos. Clique aqui.
sábado, 15 de maio de 2010
Reencontro e Jônatas II
Amigos,
Como o post anterior, sobre a música Reencontro e sua composição, teve uma repercussão muito legal, vou acrescentar alguns detalhes.
O primeiro é, para aqueles que não sabem, os links de duas versões da música. A primeira é a mais original, digamos, e foi gravada no ano 2000 da forma como a Thaís comentou, após muita insistência do Jônatas pra que fizéssemos um cd com algumas músicas da mocidade. Eis o link:
Reencontro - versão ano 2000
A segunda versão da música é a que estã no CD Viajante do Universo, lançado em 2008:
Reencontro - CD Viajante do Universo
O que ocorreu é que no ano 2000 eu e o Jônatas fizemos mais algumas músicas, entre elas Viajante do Universo. Em novembro desse mesmo ano, numa viagem que fizemos a Três Rios para uma Pós-Comemofra, o Jônatas ficou me desafiando no carro a gravar um cd que registrasse algumas das músicas que vinhamos fazendo e algumas músicas antigas que cantávamos lá no Grupo Ló.
Topei o desafio e fizemos , em dezembro, um cd que depois foi copiado manualmente, pelo próprio Jônatas. Vendemos algumas cópias no final do ano ali na mocidade e na Comemofra do ano seguinte. Foi bem despretensioso.
Mas eu não poderia imaginar como aquele trabalho seria divulgado. É que tudo foi colocado na Internet e divulgado na Comemofra, o que é como jogar num grande ventilador. E isso fez com que aquele registro se espalhasse de uma maneira muito interessante e que depois nos levou a fazer um registro mais cuidadoso das músicas em 2007, que culminou no cd lançado em 2008.
A música "Como é bom estar contigo", como eu mencionei no outro post, é uma homenagem ao Jô. Por isso, naquele pequeno comentário que existe ao final de cada música do CD Viajante do Universo, eu escrevi o seguinte texto:
"Transcorre a vida, célere, e a sensação de guardarmos junto a nós o carinho dos amigos nos reconforta, seja qual for a transitoriedade em que estacione o vínculo, segundo necessidades que Deus inequivocamente conhece. Jamais olvidaremos nós amigo tão amado e saudoso."
Reparem, então, que as letras iniciais das palavras da última frase formam, não por acaso, o nome do Jônatas.
Despeço-me postando, pra quem não conheceu nosso amigo Jô, uma foto dele, tirada na Cidade da Fraternidade:
Como o post anterior, sobre a música Reencontro e sua composição, teve uma repercussão muito legal, vou acrescentar alguns detalhes.
O primeiro é, para aqueles que não sabem, os links de duas versões da música. A primeira é a mais original, digamos, e foi gravada no ano 2000 da forma como a Thaís comentou, após muita insistência do Jônatas pra que fizéssemos um cd com algumas músicas da mocidade. Eis o link:
Reencontro - versão ano 2000
A segunda versão da música é a que estã no CD Viajante do Universo, lançado em 2008:
Reencontro - CD Viajante do Universo
O que ocorreu é que no ano 2000 eu e o Jônatas fizemos mais algumas músicas, entre elas Viajante do Universo. Em novembro desse mesmo ano, numa viagem que fizemos a Três Rios para uma Pós-Comemofra, o Jônatas ficou me desafiando no carro a gravar um cd que registrasse algumas das músicas que vinhamos fazendo e algumas músicas antigas que cantávamos lá no Grupo Ló.
Topei o desafio e fizemos , em dezembro, um cd que depois foi copiado manualmente, pelo próprio Jônatas. Vendemos algumas cópias no final do ano ali na mocidade e na Comemofra do ano seguinte. Foi bem despretensioso.
Mas eu não poderia imaginar como aquele trabalho seria divulgado. É que tudo foi colocado na Internet e divulgado na Comemofra, o que é como jogar num grande ventilador. E isso fez com que aquele registro se espalhasse de uma maneira muito interessante e que depois nos levou a fazer um registro mais cuidadoso das músicas em 2007, que culminou no cd lançado em 2008.
A música "Como é bom estar contigo", como eu mencionei no outro post, é uma homenagem ao Jô. Por isso, naquele pequeno comentário que existe ao final de cada música do CD Viajante do Universo, eu escrevi o seguinte texto:
"Transcorre a vida, célere, e a sensação de guardarmos junto a nós o carinho dos amigos nos reconforta, seja qual for a transitoriedade em que estacione o vínculo, segundo necessidades que Deus inequivocamente conhece. Jamais olvidaremos nós amigo tão amado e saudoso."
Reparem, então, que as letras iniciais das palavras da última frase formam, não por acaso, o nome do Jônatas.
Despeço-me postando, pra quem não conheceu nosso amigo Jô, uma foto dele, tirada na Cidade da Fraternidade:
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terça-feira, 11 de maio de 2010
A música "Reencontro" e o Jônatas
Prezados amigos,
Esses dias o Ito, de Brasília, me pediu pra contar a história da música Reencontro. Foi tão legal e emocionante rememorar isso, que resolvi postar aqui uma adaptação desse relato. Ei-lo.
Eu frequentava a Mocidade Espírita Maria Alice, em Belo Horizonte. Um dos grandes amigos que eu tinha por lá era o Jônatas, com quem eu vim a fazer algumas músicas em parceria.
Era 1998. A gente já tinha tentado fazer uma ou outra música, alguns meses antes, mas não tinha dado muito certo. Eu não sentia muita confiança, mas o Jônatas gostava de escrever uns versos e às vezes me passava.
Esse grupo espírita que a gente frequentava era - e ainda é - no andar de baixo da minha casa, porque foi fundado pelo meu avô e nós (eu, meus pais e irmãs) morávamos no sobrado, no andar de cima, onde minha mãe mora até hoje.
Por causa dessa "peculiaridade geográfica", o Jônatas tinha o hábito de às vezes chegar pra mocidade mais cedo, pois saía direto do trabalho e passava na minha casa, quando preparávamos coisas da mocidade, conversávamos etc. A mocidade era - e também ainda é! - toda sexta-feira, 20h. Naquele dia em que acabamos compondo Reencontro, ele chegou na minha casa por volta das 19h, com a letra da música escrita num papel, exceto a última estrofe. E me pediu pra musicar.
Eu disse a ele que não daria tempo de tentar fazer uma música naquele momento, pois daí a pouco tínhamos que descer pra mocidade. Disse também que a inpsiração não tem encomenda e que ele deixasse a letra que eu pensaria depois.
Mas não adiantou eu relutar. Ele, muito insistente (como sempre), disse que não aceitava, e falou que ou eu musicava naquela hora, ou não me deixaria ir pra mocidade, bem como não iria também. Ou seja, a coisa foi na força mesmo!
Nessa fraternal pressão... eu peguei o violão e já saiu a música tal como ficou, imediatamente. Depois vimos que faltava alguma coisa e a última estrofe foi elaborada. Mas isso já foi na preparação pra X Comemofra, pois a música Reencontro foi pra pasta de músicas desse encontro de jovens, onde foi bastante cantada.
Lembro-me bem, aliás, da atividade de encerramento da X Comemofra, em que foi feito um "caracol" no gramado, ao som de Reencontro, e foi muito marcante e emocionante. Alguém aí esteve por lá e lembra desse fato?
A composição da música foi mais ou menos pelo final de 1998, e a Comemofra no começo de 1999. Eu tinha de 17 para 18 anos. O Jônatas devia ter uns 26 ou 27. Ele faleceu em 2003 e, agora, espero que esteja nos inspirando do lado de lá. Ou pentelhando mesmo, que era algo que ele fazia e bem, hehehe...
Depois o Jônatas me contou a inspiração dele pra fazer a letra. Ele disse que um dia (ou uns dias) antes ele estava literalmente começando a dormir, na casa dele, quando viu um amigo, antigo frequentador dessa mesma mocidade, entrar pelo quarto dele voando, como se estivesse em desdobramento. Esse amigo estava morando no interior já havia algum tempo, eles estavam sem contato. E o Jônatas escreveu os versos de Reencontro pra falar da saudade, da amizade e que não haveria fronteiras pra unir quem se liga por um sentimento sincero.
No cd Viajante do Universo, quem canta essa música comigo é a Thalita, companheira de mocidade que viveu todos aqueles anos conosco. E no trompete a participação especial é do Paulinho Trompete, frequentador do Grupo Irma Ló.
A propósito do falecimento do Jônatas, eu compus em 2005 a música "Como é bom estar contigo" em homenagem a ele. Essa música também está no cd Viajante do Universo. E não foi bem uma composição. Num dia que dormi de tarde, meio fora de hora, por causa de alteração no horário do trabalho, acordei com a nítida lembrança de estar cantando o refrão dessa música junto a outras pessoas no plano espiritual, para o Jônatas, que não estava presente. O refrão desse sonho é, sem tirar nem por, o refrão de "Como é bom estar contigo":
Penso em você
Em como é bom estar contigo
Sinto o por quê
Tanta alegria em ser seu amigo!
Bem, é isso. Trata-se uma lembrança prazerosa, e antiga o suficiente pra me fazer compreender que estou ficando velho...
Abraços a todos.
Esses dias o Ito, de Brasília, me pediu pra contar a história da música Reencontro. Foi tão legal e emocionante rememorar isso, que resolvi postar aqui uma adaptação desse relato. Ei-lo.
Eu frequentava a Mocidade Espírita Maria Alice, em Belo Horizonte. Um dos grandes amigos que eu tinha por lá era o Jônatas, com quem eu vim a fazer algumas músicas em parceria.
Era 1998. A gente já tinha tentado fazer uma ou outra música, alguns meses antes, mas não tinha dado muito certo. Eu não sentia muita confiança, mas o Jônatas gostava de escrever uns versos e às vezes me passava.
Esse grupo espírita que a gente frequentava era - e ainda é - no andar de baixo da minha casa, porque foi fundado pelo meu avô e nós (eu, meus pais e irmãs) morávamos no sobrado, no andar de cima, onde minha mãe mora até hoje.
Por causa dessa "peculiaridade geográfica", o Jônatas tinha o hábito de às vezes chegar pra mocidade mais cedo, pois saía direto do trabalho e passava na minha casa, quando preparávamos coisas da mocidade, conversávamos etc. A mocidade era - e também ainda é! - toda sexta-feira, 20h. Naquele dia em que acabamos compondo Reencontro, ele chegou na minha casa por volta das 19h, com a letra da música escrita num papel, exceto a última estrofe. E me pediu pra musicar.
Eu disse a ele que não daria tempo de tentar fazer uma música naquele momento, pois daí a pouco tínhamos que descer pra mocidade. Disse também que a inpsiração não tem encomenda e que ele deixasse a letra que eu pensaria depois.
Mas não adiantou eu relutar. Ele, muito insistente (como sempre), disse que não aceitava, e falou que ou eu musicava naquela hora, ou não me deixaria ir pra mocidade, bem como não iria também. Ou seja, a coisa foi na força mesmo!
Nessa fraternal pressão... eu peguei o violão e já saiu a música tal como ficou, imediatamente. Depois vimos que faltava alguma coisa e a última estrofe foi elaborada. Mas isso já foi na preparação pra X Comemofra, pois a música Reencontro foi pra pasta de músicas desse encontro de jovens, onde foi bastante cantada.
Lembro-me bem, aliás, da atividade de encerramento da X Comemofra, em que foi feito um "caracol" no gramado, ao som de Reencontro, e foi muito marcante e emocionante. Alguém aí esteve por lá e lembra desse fato?
A composição da música foi mais ou menos pelo final de 1998, e a Comemofra no começo de 1999. Eu tinha de 17 para 18 anos. O Jônatas devia ter uns 26 ou 27. Ele faleceu em 2003 e, agora, espero que esteja nos inspirando do lado de lá. Ou pentelhando mesmo, que era algo que ele fazia e bem, hehehe...
Depois o Jônatas me contou a inspiração dele pra fazer a letra. Ele disse que um dia (ou uns dias) antes ele estava literalmente começando a dormir, na casa dele, quando viu um amigo, antigo frequentador dessa mesma mocidade, entrar pelo quarto dele voando, como se estivesse em desdobramento. Esse amigo estava morando no interior já havia algum tempo, eles estavam sem contato. E o Jônatas escreveu os versos de Reencontro pra falar da saudade, da amizade e que não haveria fronteiras pra unir quem se liga por um sentimento sincero.
No cd Viajante do Universo, quem canta essa música comigo é a Thalita, companheira de mocidade que viveu todos aqueles anos conosco. E no trompete a participação especial é do Paulinho Trompete, frequentador do Grupo Irma Ló.
A propósito do falecimento do Jônatas, eu compus em 2005 a música "Como é bom estar contigo" em homenagem a ele. Essa música também está no cd Viajante do Universo. E não foi bem uma composição. Num dia que dormi de tarde, meio fora de hora, por causa de alteração no horário do trabalho, acordei com a nítida lembrança de estar cantando o refrão dessa música junto a outras pessoas no plano espiritual, para o Jônatas, que não estava presente. O refrão desse sonho é, sem tirar nem por, o refrão de "Como é bom estar contigo":
Penso em você
Em como é bom estar contigo
Sinto o por quê
Tanta alegria em ser seu amigo!
Bem, é isso. Trata-se uma lembrança prazerosa, e antiga o suficiente pra me fazer compreender que estou ficando velho...
Abraços a todos.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Música, afinal...
Bom, nesse blog pode se refletir sobre tudo.
Mas a música é, sem dúvida, nosso assunto principal, e sobre o qual temos tudo a tentar entender.
Conversando esses dias com o maurício Keller, amigo de Goiás e do GAN, sintetizei mais ou menos aquilo que pra mim parece resumir os dois atributos básicos da música que é útil pra gente, útil pro nosso meio.
O primeiro atributo é uma boa mensagem. Não me parece necessário abordar abertamente os temas espíritas. Mas se estivermos falando de uma mensagem de bem, de otimismo, de amor, de amize e/ou de uma mensagem evangélica etc etc, esse primeiro objetivo estará cumprido.
O segundo atributo é, pra usar uma expressão da moda, ter "vibe". A música precisa dizer algo em sua harmonia, em sua vibração, em seu sentimento. É aquela coisa que te faz sentir antes mesmo de pensar ou refletir na mensagem trazida.
É claro que isso vai variar de gosto pra gosto. Uns vão se identificar mais com certas canções, outros com outras. Normal.
Mas me parece legal ter esse norte em mente, até quando selecionamos canções pra cantar no cotidiano das nossas Casas Espíritas, por exemplo.
E com isso não estou nem querendo entrar na questão sobre o que é ou não é música espírita, se é que existe um traço que a diferencia. Essa discussão é pra lá de complexa.
O friso desse post é apenas pra dizer que, de uma maneira ou de outra, a música me parece precisar ter mensagem e vibração. Isso pode parece óbvio, como é. Mas é que colocar isso de uma maneira simples tem um ótimo efeito pedagógico com a gente mesmo.
Mas a música é, sem dúvida, nosso assunto principal, e sobre o qual temos tudo a tentar entender.
Conversando esses dias com o maurício Keller, amigo de Goiás e do GAN, sintetizei mais ou menos aquilo que pra mim parece resumir os dois atributos básicos da música que é útil pra gente, útil pro nosso meio.
O primeiro atributo é uma boa mensagem. Não me parece necessário abordar abertamente os temas espíritas. Mas se estivermos falando de uma mensagem de bem, de otimismo, de amor, de amize e/ou de uma mensagem evangélica etc etc, esse primeiro objetivo estará cumprido.
O segundo atributo é, pra usar uma expressão da moda, ter "vibe". A música precisa dizer algo em sua harmonia, em sua vibração, em seu sentimento. É aquela coisa que te faz sentir antes mesmo de pensar ou refletir na mensagem trazida.
É claro que isso vai variar de gosto pra gosto. Uns vão se identificar mais com certas canções, outros com outras. Normal.
Mas me parece legal ter esse norte em mente, até quando selecionamos canções pra cantar no cotidiano das nossas Casas Espíritas, por exemplo.
E com isso não estou nem querendo entrar na questão sobre o que é ou não é música espírita, se é que existe um traço que a diferencia. Essa discussão é pra lá de complexa.
O friso desse post é apenas pra dizer que, de uma maneira ou de outra, a música me parece precisar ter mensagem e vibração. Isso pode parece óbvio, como é. Mas é que colocar isso de uma maneira simples tem um ótimo efeito pedagógico com a gente mesmo.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Luzes da luz
Uma vontade antiga é a de refletir um pouco sobre as letras das músicas de Tim e Vanessa, pra mim a principal fonte de música, a que mais me alimenta.
Então seguem aí umas reflexões, verso a verso, de Luzes da Luz. E Tim e Gladston que me perdoem...
(Pra quem quiser ver ou baixar a música e sua letra é só clicar no link a seguir e procurá-la em meio à discografia de Tim e Vanessa: http://www.timevanessa.com.br/site/discografia.htm)
Luzes da Luz
1.Um frêmito da Grande Luz – e luzes jorraram em profusão.
Numa simples agitação da Divindade, na eclosão criadora do Todo que compõe e governa o respiro Universal, jorram, do Deus Poderoso de amor, justiça e bondade, as luzes perfectíveis e tenras que se lançam à tarefa do existir e crescer, por e para misericórdia do Pai, aperfeiçoando a si mesmas.
2.Houve tempo na eternidade; espaço na imensidão.
No propósito de alimentar as recém-natas luzes, permite o Criador o estabelecimento de formas e sensações perecíveis e palpáveis que auxiliem na compreensão da divindade e na percepção de si mesmas, surgindo o espaço-tempo como o marco possível e viabilizador das primeiras aquisições evolutivas.
3.Sustentar a vibração Divina tornou-se o nosso afã.
As luzes, na consciência de que estão no caminho de crescimento e burilamento do espírito, compreendem que uma única e maravilhosa trilha deve ser perseguida, como meta inexorável e duradoura da existência: o caminho da subida pautada nos atributos universais de Deus, que permite assumir a sublime função de cooperadores da Escola Universal.
4.Surgiu a bipolaridade, agora há homem e há mulher.
Como princípio educativo que ensina por meio de diferença, comparação e divisão das responsabilidades, oferta-nos Deus mecanismo sublime para o alcance das metas evolutivas: o das polarizações universais, marcado, sobremaneira, pela capacidade de complementação homem-mulher.
5.Presença, ausência; luz, não-luz; calor, frio; ato, inação.
E no prosseguimento dos matizes conscienciais que permitem aos espíritos a percepção de si mesmos e do Universo que ao mesmo tempo os cerca e permeia, surgem outras sensações que auxiliam no primário desenvolvimento das verdadeiras faculdades espirituais.
6.Dorme mineral, desperta vegetal, segue instintos o animal.
Na madura perfeição do Concerto Universal, coloca a Divindade, nas diferentes formas de estabelecimento do princípio inteligente, o gradiente de adaptação e crescimento da consciência que desperta e se aprimora.
7.O homem se ergue na figura de Adão. Ama, e a aprende a ser o rei da Criação.
Para as luzes cujas histórias se fazem ligadas a certa etapa do governo do Cristo Jesus na Terra, Adão representa, emblematicamente, o início da faina daqueles que já se estabelecem na forma superior às demais criaturas do orbe, como homens, porque já dispõem da possibilidade de exercer o amor, ainda que em imperfeitas formas.
8.Queremos voltar a Ti, oh, Pai! As luzes querem: anseiam a "Mãe-Luz".
E é a divina faculdade do amor que faz com que as luzes possam compreender e almejar a enorme e maravilhosa realidade universal de voltar à Grande Fonte, ao Pai amado, eterno e perfeito; porque as luzes já sabem e querem: pretendem crescer, tornando-se "Mães-Luzes".
9.Luzes perdidas asserenai! Eis o roteiro: segue Jesus.
Assim, para as luzes que ainda lutam contra o princípio do amor, contra a própria centelha Divina que palpita nelas mesmas, a recomendação é imperativa, não obstante serena: necessário é tranqüilizarem-se e perceberem que ódio e oposição a Deus não passam de formas mais lentas e duras de amá-lo plenamente e a se compreender parte dEle mesmo, sintetizando-se a forma mais simples de alcançá-lo numa só instrução: seguir Jesus.
10.Ah, luz da Luz! Ah, Luz das luzes! Luzes da Luz: Segue Jesus!
Alcancemos todos, portanto, a iluminação com Deus! Nós, luzes criadas pela misericórdia d’Aquela Grande Luz, queremos amá-la e a ela voltar, com a prosperidade de nossos espíritos! Ela, com a bondade, a justiça e o amor que a caracterizam, deseja nos receber aperfeiçoados de volta em seu seio, glorificando a perfeição do Pai de amor.
Por isso e para isso, filhos de Deus, – ou luzes da Luz – sigamos Jesus. Eis o roteiro.
Então seguem aí umas reflexões, verso a verso, de Luzes da Luz. E Tim e Gladston que me perdoem...
(Pra quem quiser ver ou baixar a música e sua letra é só clicar no link a seguir e procurá-la em meio à discografia de Tim e Vanessa: http://www.timevanessa.com.br/site/discografia.htm)
Luzes da Luz
1.Um frêmito da Grande Luz – e luzes jorraram em profusão.
Numa simples agitação da Divindade, na eclosão criadora do Todo que compõe e governa o respiro Universal, jorram, do Deus Poderoso de amor, justiça e bondade, as luzes perfectíveis e tenras que se lançam à tarefa do existir e crescer, por e para misericórdia do Pai, aperfeiçoando a si mesmas.
2.Houve tempo na eternidade; espaço na imensidão.
No propósito de alimentar as recém-natas luzes, permite o Criador o estabelecimento de formas e sensações perecíveis e palpáveis que auxiliem na compreensão da divindade e na percepção de si mesmas, surgindo o espaço-tempo como o marco possível e viabilizador das primeiras aquisições evolutivas.
3.Sustentar a vibração Divina tornou-se o nosso afã.
As luzes, na consciência de que estão no caminho de crescimento e burilamento do espírito, compreendem que uma única e maravilhosa trilha deve ser perseguida, como meta inexorável e duradoura da existência: o caminho da subida pautada nos atributos universais de Deus, que permite assumir a sublime função de cooperadores da Escola Universal.
4.Surgiu a bipolaridade, agora há homem e há mulher.
Como princípio educativo que ensina por meio de diferença, comparação e divisão das responsabilidades, oferta-nos Deus mecanismo sublime para o alcance das metas evolutivas: o das polarizações universais, marcado, sobremaneira, pela capacidade de complementação homem-mulher.
5.Presença, ausência; luz, não-luz; calor, frio; ato, inação.
E no prosseguimento dos matizes conscienciais que permitem aos espíritos a percepção de si mesmos e do Universo que ao mesmo tempo os cerca e permeia, surgem outras sensações que auxiliam no primário desenvolvimento das verdadeiras faculdades espirituais.
6.Dorme mineral, desperta vegetal, segue instintos o animal.
Na madura perfeição do Concerto Universal, coloca a Divindade, nas diferentes formas de estabelecimento do princípio inteligente, o gradiente de adaptação e crescimento da consciência que desperta e se aprimora.
7.O homem se ergue na figura de Adão. Ama, e a aprende a ser o rei da Criação.
Para as luzes cujas histórias se fazem ligadas a certa etapa do governo do Cristo Jesus na Terra, Adão representa, emblematicamente, o início da faina daqueles que já se estabelecem na forma superior às demais criaturas do orbe, como homens, porque já dispõem da possibilidade de exercer o amor, ainda que em imperfeitas formas.
8.Queremos voltar a Ti, oh, Pai! As luzes querem: anseiam a "Mãe-Luz".
E é a divina faculdade do amor que faz com que as luzes possam compreender e almejar a enorme e maravilhosa realidade universal de voltar à Grande Fonte, ao Pai amado, eterno e perfeito; porque as luzes já sabem e querem: pretendem crescer, tornando-se "Mães-Luzes".
9.Luzes perdidas asserenai! Eis o roteiro: segue Jesus.
Assim, para as luzes que ainda lutam contra o princípio do amor, contra a própria centelha Divina que palpita nelas mesmas, a recomendação é imperativa, não obstante serena: necessário é tranqüilizarem-se e perceberem que ódio e oposição a Deus não passam de formas mais lentas e duras de amá-lo plenamente e a se compreender parte dEle mesmo, sintetizando-se a forma mais simples de alcançá-lo numa só instrução: seguir Jesus.
10.Ah, luz da Luz! Ah, Luz das luzes! Luzes da Luz: Segue Jesus!
Alcancemos todos, portanto, a iluminação com Deus! Nós, luzes criadas pela misericórdia d’Aquela Grande Luz, queremos amá-la e a ela voltar, com a prosperidade de nossos espíritos! Ela, com a bondade, a justiça e o amor que a caracterizam, deseja nos receber aperfeiçoados de volta em seu seio, glorificando a perfeição do Pai de amor.
Por isso e para isso, filhos de Deus, – ou luzes da Luz – sigamos Jesus. Eis o roteiro.
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