Mostrando postagens com marcador música quase. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música quase. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Liberdade, igualdade e fraternidade

Liberdade, igualdade e fraternidade são os três princípios que melhor sintetizam as aspirações do mundo moderno.

Para alguns, foi a forma laica encontrada para substituir a trindade católica do Pai, do Filho e do Espírito Santo, desde que a sociedade ocidental, para caminhar com pernas do próprio livre-arbítrio, se libertou do jugo de um pretenso Deus exigente e que concedia parcela de seu poder a uns poucos reinóis.

Logo após as Revoluções do século XVIII, predominou o princípio da liberdade, eximindo-se os Estados o quanto possível das intervenções nas sociedades. O excesso de liberdade, porém, deixou duras marcas, emergindo as formas de organização social mais degradantes da dignidade humana até hoje conhecidas, no contexto das Revoluções Industriais, em que o homem explorava o seu igual ao limite extremo.

Tomou corpo no final do século XIX e início do XX, então, uma maneira diferente de pensar, voltada para a discrepância social estabelecida e preocupada com as condições em que estavam lançados os indivíduos, de maneira que os Estados foram instados a interferir na organização humana com vistas a garantir um mínimo existencial a todos, numa tentativa primeira de universalização dos valores básicos como saúde, transporte, alimentação.

Mesmo assim, as sociedades continuaram cambaleantes em sua organização e as monstruosas grandes guerras demonstraram como conceitos corretos, se interpretados equivocadamente, podem conduzir nações inteiras ao despautério e ao desequilíbrio. Ademais, ainda que dentro de uma mesma sociedade, a contraposição das experiências capitalista e socialista permitia entrever o quanto liberdade e igualdade, em última análise, são valores antagônicos, sendo um cerceador do exercício do outro, e restando sempre ao arbítrio dos grupos que liderassem cada país definir uma orientação de maior liberdade, com enormes diferenças sociais, ou de maior igualdade, com o cruel sufocamento das liberdades.

Ambas as experiências extremas, contudo, mostraram - e seguem mostrando - o quanto a liberdade ou a igualdade, sozinhas, carecem de orientação para que possam guiar sem desequilíbrio o curso das experiências de um povo.

Assim, após mais de 2 séculos de fixação sofrida da igualdade e da liberdade, eis que a fraternidade passa com mais vigor a penetrar gradual e profundamente nas organizações humanas, sendo paulatinamente evocada e aplicada na busca de soluções para o "universo" de problemas que o mundo enfrenta.

Valor destinado a dosar os outros dois, cumpre a fraternidade o vital papel de equilibrar, em cada contexto, a conduta adequada, permitindo que igualdade e liberdade sejam elementos em saudável cotejo para o equilíbrio das relações humanas.

A fraternidade consiste no estabelecimento do laço de irmãos entre pessoas que não o são do ponto de vista físico. Pautadas por ela, uns homens estendem seus braços aos outros, doando um pouco de sua liberdade ou de sua igualdade, pois compreendem a necessidade do próximo e se realizam, por meio do princípio fraternal, ao disporem livre e conscientemente do que já possuem em favor dele.

Dos três vértices desse triângulo, a fraternidade ocupa o superior. É responsável por mediar a tensão inevitável entre liberdade e igualdade, e o faz de maneira calma e serena, pois atua para conferir a cada um a condição de enxergar, por si mesmo, a melhor forma de manejar os valores do mundo em função do bem comum.

A pauta axiológica se integra no equilíbrio que apenas a tríade dos valores poderia oferecer, e tudo vai se tornando mais claro à medida que cada um dos princípios sai da posição de exagero. É como se o triângulo fosse deixando, aos poucos, a estranha "formação escalena", rumando ao equilátero inevitável e perfeito.

Juntos e equilibrados, esses três princípios, então, asseguram a dignidade humana e fundamentam o desenvolvimento moral das criaturas, conduzindo os homens a exercitarem o amor no auxílio mútuo a que se lançam, inevitavelmente, como tarefa inescusável dos corações dedicados ao próprio burilamento. Vem à tona, irresistível, a conclusão de que o homem é um fim em si mesmo.

Aguardemos, pois. E sejamos capazes de dar à fraternidade o século que demos à liberdade e à igualdade, e veremos do que ela é capaz.

As transformações oriundas da fraternidade já irradiam em toda a parte, conduzem a toda a gente e, sem que percebamos, já estaremos sendo carregados por ela. Já é assim.

Porque assim mesmo é a fraternidade: uma bandeira que pensamos conduzir, mas que na verdade conduz a todos nós no caminho da harmonia e da felicidade a que estamos - todos - destinados.

Mais cedo ou mais tarde, a depender de nós.

Estamos QUASE lá. Ou de alguma maneira já chegamos?

sábado, 17 de julho de 2010

Novidades Viajante do Universo

Prezados amigos, bom dia.

Escrevo para convidá-los a conhecer as novidades que estão em nosso site. Confira:
- MP3 da música "Verdades".
- MP3 da música "Se espalha ao vento".
- Vídeo da música "Nós", de autoria de Rodrigo Almeida.
- Vídeo da nova música "Um sonho bom".
- Vídeo da nova música "Quase" (incluído em 19/07/2010).

Também é possível baixar as cifras de Verdades e Se espalha ao vento.

Além disso, essa semana o Blog recebeu novas postagens (verifique abaixo), e temos no ar também um vídeo da música  Viajante do Universo interpretada por mim junto com a minha sobrinha Isabela.

Bom fim de semana a todos e obrigado por estar conosco.

Abraços!